O debate sobre a PEC do fim da escala 6×1 pode ficar para depois do recesso parlamentar no Senado. Embora o governo defenda a votação ainda no primeiro semestre, de modo que a promulgação ocorra antes das eleições, parte da oposição trabalha no sentido contrário.
A avaliação entre opositores do governo é de que a Proposta de Emenda à Constituição possa ser apreciada apenas após o pleito eleitoral. Assim, o presidente Lula não colheria nas urnas os frutos da aprovação.
A estratégia para atrasar a votação é adotar um rito que faça a PEC passar por mais comissões, além da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A decisão sobre o trâmite da matéria será tomada na próxima semana.
No Senado, também tramita a PEC apresentada pelo senador Rogério Marinho, coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro. A proposta atende a demandas dos empregadores e prevê que o acordado entre patrões e empregados prevaleça sobre o legislado, a exemplo do que foi estabelecido pela última reforma trabalhista.
Com a disputa acirrada, a votação da PEC do fim da escala 6×1 pode ficar para depois das eleições.