Neste domingo (22), a Prefeitura de Patrocínio Paulista anunciou luto oficial de três dias em homenagem a Viviane Aredes, de 36 anos, e Bento Aredes, de apenas 4 anos, que perderam a vida no naufrágio de uma lancha no Rio Grande, na divisa entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG). Viviane e Bento eram irmã e sobrinho de Isabela Aredes, esposa do prefeito Mário Marcelo.
Em nota, a prefeitura expressou sua solidariedade: “Neste momento de profunda tristeza, nos unimos aos familiares e amigos, pedindo a Deus que traga força, paz e conforto aos corações enlutados. Que a fé seja um pilar de apoio e que a memória de Viviane e Bento continue viva no amor de todos que tiveram a honra de conhecê-los.”
Isabela compartilhou sua dor nas redes sociais, escrevendo: “Que dor meu Deus”, acompanhada de uma foto de sua irmã e seu sobrinho. O prefeito também manifestou seu pesar ao publicar um laço preto, símbolo do luto. Isabela ainda relembrou que hoje seria o aniversário de sua irmã.
O condutor da lancha envolvida no acidente, que resultou em seis mortes no Rio Grande, não possuía a habilitação necessária, o Arrais Amador, conforme informações do Corpo de Bombeiros. Esse documento, emitido pela Marinha do Brasil, é essencial para conduzir embarcações de recreio, como lanchas e barcos a motor. O motorista também está entre as vítimas da tragédia.
Relatos indicam que a lancha, que partiu de Franca (SP) com 15 pessoas a bordo, colidiu contra um píer na margem mineira do Rio Grande, próximo a Rifaina, no sábado (21). As primeiras ações de resgate foram realizadas por equipes da Guarda Civil e da Defesa Civil de Rifaina, que estavam nas proximidades do acidente. Três sobreviventes foram levados para atendimento médico em Rifaina, enquanto outros seis permaneciam no local sem ferimentos visíveis. Entre os mortos, havia três mulheres, dois homens e uma criança de quatro anos.
Dentre as vítimas encontradas, três foram localizadas por um mergulhador amador que estava na área. Os bombeiros permaneceram no local até a chegada da perícia técnica de Araxá, que ficou responsável pela preservação da cena e pelos procedimentos subsequentes.