O pré-carnaval de Belo Horizonte se aproxima de um reencontro com suas raízes. A Banda Mole, ícone do carnaval na capital mineira, revelou que a edição de 2026 será marcada por um “retorno às origens”. Após anos adotando diferentes formatos, o bloco resgata a essência de um verdadeiro desfile de rua, com o tradicional cortejo pela Avenida Afonso Pena.
O evento está agendado para o sábado, dia 7, durante o pré-carnaval, com concentração a partir das 16h em frente ao Parque Municipal. O trajeto seguirá em direção à Praça Sete, o coração da cidade, com dispersão prevista para as 21h.
Para celebrar este momento de reencontro com a tradição, a Banda Mole escolheu uma personalidade icônica da cultura mineira para assumir o papel de destaque na festa: a artista, comunicadora e atriz Kayete foi nomeada madrinha do bloco em 2026.
Com uma conexão afetiva que remonta à infância, Kayete acolheu o convite com entusiasmo e ressaltou a importância histórica da agremiação: “É uma grande honra, pois a Banda Mole representa, para muitos, a abertura oficial do Carnaval de BH. Assistir a esse movimento de resgatar as raízes é muito tocante. É uma mistura de saudade, história e emoção”, declarou a madrinha, que promete figurinos marcantes e uma interação próxima com os foliões.
Além da celebração, Kayete enfatiza que sua nova função traz consigo uma mensagem de conscientização. “O Carnaval só é válido quando há respeito: respeitar o corpo e a individualidade dos outros. Isso é algo que eu faço questão de ressaltar”, afirmou.
A escolha de retornar ao formato de cortejo em vez de eventos fechados foi uma decisão estratégica. Segundo Luiz Mário Ladeira, o “Jacaré”, fundador do bloco, a Banda Mole precisava se alinhar com o atual momento de efervescência do carnaval de rua na cidade. “A Banda Mole deixa de ser apenas um evento na rua e retorna à sua essência como um verdadeiro bloco”, esclareceu.
Essa mudança também traz benefícios à cidade. Polly Paixão, produtora da Banda e presidente da Liga Belorizontina dos Blocos de Rua, ressaltou que o cortejo democratiza os espaços e favorece a economia popular, permitindo que ambulantes atuem ao longo de todo o percurso.
Para Totove, produtor e filho de Jacaré, o público pode esperar uma “Banda Mole mais clássica”, repleta de marchinhas e aquele clima de pré-carnaval que caracteriza a identidade belo-horizontina.