Na terça-feira, dia 6, a equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um requerimento que inclui uma relação de exames médicos que consideram essenciais, além de solicitar autorização para a transferência do ex-presidente a um hospital para a execução desses procedimentos.
No documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, os advogados pedem a “realização imediata” de três tipos de exames: tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma.
Essa solicitação foi feita após Moraes ter negado anteriormente o pedido de transferência de Bolsonaro para um hospital, após o ex-presidente ter sofrido uma queda em sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está detido. Na sua decisão, o ministro mencionou que a assistência inicial foi prestada pela equipe médica da Polícia Federal, que concluiu que os ferimentos eram leves, não havendo necessidade de uma internação hospitalar.
“Portanto, não há justificativa para a remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente indicado na nota da Polícia Federal”, afirmou Moraes. Na mesma decisão, o ministro determinou que a defesa apresentasse, de forma detalhada, quais exames consideravam necessários, para que fosse analisada a viabilidade de sua realização dentro do sistema prisional.