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Quando o amor se une ao esporte: Renata e Marcella realizam o sonho de ascender com o Ceará Vôlei

Arquivo Pessoal

As trajetórias de Renata Calandrine e Marcella dos Santos são repletas de histórias que se entrelaçam. Fora das quadras, elas constroem uma vida juntas, enquanto, dentro de campo, se dedicam a elevar o Ceará Vôlei ao topo do pódio. A equipe está em sua segunda participação consecutiva na Superliga B, sonhando com o acesso à elite do vôlei nacional. Com cinco anos de parceria, as jogadoras recordam o início de sua ligação, o suporte mútuo durante as competições e a aspiração de avançar mais um passo em suas carreiras.

O amor pelo vôlei floresceu desde a infância para ambas. Renata, como levantadora, começou sua jornada aos oito anos no Clube Assembleia Paraense. Após brilhar, ela precisou deixar sua terra natal, passando por equipes como Taubaté (SP) e, posteriormente, se mudando para o Paraná. Marcella, na posição de ponteira, também iniciou sua trajetória cedo. Antes de se dedicar ao vôlei, ela praticava atletismo, mas decidiu mudar de rumo ao ouvir a sugestão de uma amiga, uma decisão pela qual é grata até hoje.

“Eu comecei no vôlei aos 13 anos, mas antes disso praticava atletismo. Foi nesse esporte que tive meu primeiro contato com a atividade física. Mudei de modalidade por causa da minha melhor amiga. Sou muito grata a ela, pois, se não tivesse trocado de esporte, nunca a teria conhecido”, compartilha Marcella.

“Ela sempre brinca dizendo: ‘Viu? Se eu não tivesse te levado para o vôlei, você não teria conhecido essa pessoa’. O vôlei me proporcionou a oportunidade de estudar. Graças ao esporte, viajei por vários estados e, atualmente, minha vida é moldada por ele”, acrescenta Renata entre risos.

Em 2020, o destino uniu as duas em Foz do Iguaçu, onde o vôlei se tornou o elo que fortaleceu a amizade, que rapidamente se transformou em amor. A convivência nos alojamentos fez com que a cumplicidade florescesse, e elas sempre buscam jogar na mesma equipe.

“Na nossa primeira conversa, percebemos que compartilhávamos interesses comuns. Somos muito parecidas”, relembra Marcella.

“Gostamos dos mesmos esportes, das mesmas músicas. Essa sintonia facilita muito. Acredito que, se não fôssemos jogadoras, não teria havido essa conexão tão livre entre nós”, completa Renata.

Antes de se juntarem ao Ceará, sob a orientação do técnico Raphael Dantas, ambas passaram por cinco times diferentes e até se enfrentaram em quadra. Renata e Marcella também falam sobre os desafios do preconceito que, infelizmente, ainda fazem parte de suas vidas. Apesar dos obstáculos, elas constroem suas carreiras respeitando o esporte e sempre contando com o apoio da família.

O Ceará disputa a Superliga B feminina de vôlei por mais um ano consecutivo. O convite para que elas se juntassem ao clube partiu da capitã Ariadna Borges, que viu a oportunidade perfeita, já que parte da família de Renata reside em Fortaleza e ela desejava se estabelecer na cidade. A decisão foi rápida.

“Logo pensei em indicar a Marcella, comecei a conversar com ela. A proposta surgiu, mas ela queria jogar ao lado da Renata. Foi uma situação engraçada. Depois de um tempo, surgiu a chance de ter a Renata aqui como levantadora também”, recorda Ariadna, que já havia jogado com a dupla em outras ocasiões.

O apoio mútuo é fundamental na rotina intensa de treinos e competições. Quando estiveram em times diferentes, a situação se tornou desafiadora.

“A distância pesou bastante. Jogamos juntas em três clubes, mas também jogamos separadas, e isso foi complicado. O período da Superliga B é muito intenso, treinamos três vezes ao dia e acabamos nos cansando”, observa Marcella.

“Acordo cedo, preparo o café da manhã para ela, enquanto ela cuida do lanche da tarde. Não encaramos isso como uma obrigação. Entendemos que, para um de nós descansar um pouco mais, a outra precisa se esforçar mais. Se todas nós, atletas, tivéssemos essa parceria para dividir as responsabilidades diárias, seria muito mais fácil”, completa.

A harmonia fora da quadra se reflete diretamente no desempenho durante os jogos. Ambas afirmam que o amor e a amizade que construíram ao longo dos anos se traduzem em dedicação à equipe.

“É claro que nossa parceria de anos facilita muito. Ela conhece meu estilo de jogo e isso torna tudo mais simples. Já jogamos juntas em outras equipes, e isso enriquece nossa atuação”, explica a ponteira.

“Muitas pessoas dizem que não funciona, mas eu realmente acredito que dá certo”, complementa a levantadora.

Juntas, elas compartilham o objetivo de levar o Ceará Vôlei a um novo patamar na elite do esporte.

“Nossa temporada começou com muita energia. É uma competição intensa e em um curto espaço de tempo. Estamos contentes por termos pontuado em todos os nossos quatro primeiros jogos. Estamos apenas no começo do trabalho, ainda precisamos de ajustes, mas com dedicação e humildade, estamos determinadas a alcançar o tão sonhado acesso à Superliga A”, destaca Marcella.

Atualmente, o Ceará ocupa o terceiro lugar na tabela da Superliga B, com nove pontos, empatado com o vice-líder Pinheiros e o líder Abel Moda Vôlei. A equipe venceu três dos quatro jogos realizados, superando adversários como Recife Vôlei, Flamengo e Ascade, com a única derrota ocorrendo contra Chapecó. O próximo desafio está agendado para 6 de janeiro, fora de casa, contra o ASA Alumínio Vôlei. Apenas o campeão e o vice da competição garantem o acesso à elite do vôlei nacional, onde disputarão a Superliga A na próxima temporada. Quando o amor se une ao esporte, a quadra se torna um lar e a parceria se transforma em uma força poderosa na busca por um sonho comum.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade