Nesta sexta-feira (6), a Polícia Federal (PF) emitiu um comunicado à imprensa após o surgimento de notícias sobre o vazamento de conversas e informações do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foram entregues à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
No documento, a PF destacou que suas investigações são conduzidas de acordo com rigorosos protocolos de segurança no manuseio de informações, garantindo também a proteção dos direitos fundamentais, como a privacidade e a intimidade dos envolvidos.
“A Polícia Federal assegura que nenhum relatório ou informação judiciária relacionada à Operação Compliance Zero incluiu dados que não fossem pertinentes às investigações. Assim, não foram divulgadas informações sobre a vida privada ou intimidade dos investigados”, declarou a instituição.
Anteriormente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, ordenou que a PF apurasse o vazamento das conversas e dados de Vorcaro, atendendo a um pedido da defesa do banqueiro.
“A quebra do sigilo de dados de um investigado não permite a sua exposição. Pelo contrário, a autoridade que recebe informações restritas deve zelar pela manutenção do sigilo, pois a eventual quebra não torna as informações acessíveis ao público”, explicou o ministro ao determinar a abertura do inquérito.
A PF também enfatizou que não é responsável por editar ou selecionar os conteúdos obtidos durante as investigações. “Não é função da Polícia Federal editar conversas ou manipular dados obtidos de equipamentos apreendidos, sob pena de violar o direito ao contraditório e à ampla defesa, garantidos constitucionalmente”, acrescentou a nota.
Além disso, a corporação informou que os materiais apreendidos na operação estão sob sua custódia desde novembro de 2025 e foram enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR) em janeiro de 2026. “Após decisão do então ministro relator, a defesa dos investigados passou a ter acesso total a essas informações. Da mesma forma, a CPMI do INSS recebeu dados pertinentes ao objeto da comissão conforme determinação do atual relator”, esclareceu a PF.
Por fim, a instituição comunicou que, seguindo orientações do diretor-geral, a equipe encarregada das investigações enviou ao ministro relator uma representação solicitando a abertura de uma apuração sobre a divulgação não autorizada de informações sigilosas.
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