Nesta sexta-feira (26), o mercado de petróleo encerrou o dia com uma queda de quase 3%, refletindo ajustes após uma recente série de valorização e um ambiente de liquidez reduzida em consequência das festividades de Natal, mesmo diante das contínuas tensões geopolíticas. O petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), teve uma desvalorização de 2,76%, fechando a US$ 56,74 por barril. Por sua vez, o Brent para março, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 2,52%, fechando a US$ 60,24 por barril. Na semana, o WTI subiu 0,38%, enquanto o Brent apresentou uma queda de 0,38%.
O mercado continua a digerir a apreensão de petroleiros pelos Estados Unidos na região da Venezuela, além de acompanhar com atenção os novos desdobramentos nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem agendada uma reunião com Donald Trump no domingo (28), onde discutirão os progressos em um possível cessar-fogo, que poderá ser levado a referendo se houver acordo russo para um armistício de pelo menos 60 dias.
Ao mesmo tempo, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Ryabkov, afirmou que Moscou e Washington estão próximos de uma solução para o conflito no Leste Europeu. O Kremlin, por sua vez, classificou as operações militares dos EUA no Caribe, focadas na Venezuela, como “pirataria” e “bandidagem”.
Os desafios para o petróleo incluem o bloqueio venezuelano e a alta demanda por viagens de fim de ano, enquanto o excesso de estoques globais e os avanços nas negociações entre Ucrânia e Rússia são vistos como fatores negativos, conforme análise do BOK Financial. “Apesar da pressão aumentada sobre a Venezuela devido ao bloqueio dos EUA, o impacto global nos preços do petróleo parece ser limitado neste momento”, destaca a análise.
No Oriente Médio, também ocorreram tensões geopolíticas, com Israel anunciando uma série de ataques a alvos da milícia xiita Hezbollah no Líbano, e o Irã confiscando um navio que transportava cerca de 4 milhões de litros de combustível contrabandeado no Golfo Pérsico.
*Com informações da Dow Jones Newswires