Tyler Perry, renomado cineasta e magnata da indústria cinematográfica dos Estados Unidos, está sendo alvo de acusações de assédio sexual por dois atores. A mais recente denúncia vem do modelo e ator Mario Rodriguez, que entrou com um processo contra Perry na Justiça de Los Angeles.
De acordo com relatos das revistas Variety e Monet, Rodriguez, que colaborou com Perry no filme “O Halloween de Madea” em 2016, afirma que os incidentes de assédio ocorreram na residência do cineasta, e não no set de filmagem. O ator alega que, em 2018, Perry o teria “abraçado com força” e “apertado a genitália”, além de prometer papéis de destaque.
A Lionsgate, responsável pela distribuição do filme, também é mencionada no processo, sob a acusação de ignorar as ações de Perry. Rodriguez busca uma compensação de US$ 77 milhões (aproximadamente R$ 426,8 milhões na cotação atual). Os episódios de assédio teriam ocorrido entre 2015 e 2019, período em que Rodriguez diz ter encerrado seu vínculo com Perry.
O ator afirmou que se sentiu motivado a denunciar Perry após acompanhar as alegações de Derek Dixon, outro ator que trabalhou na série “The Oval”, produzida pelo magnata. Em junho de 2024, Dixon formalizou uma queixa à Comissão para a Igualdade de Emprego e Oportunidades e deixou a série, alegando não conseguir mais suportar os repetidos casos de assédio de Perry. Ele também processou o cineasta e a produtora, reivindicando US$ 260 milhões (cerca de R$ 1,44 bilhão) em indenização pelos abusos que diz ter sofrido ao longo dos anos.
Por meio de um comunicado, Alex Spiro, representante de Perry, criticou Jonathan Delshad, advogado que atua nos casos de Rodriguez e Dixon, afirmando que as denúncias seriam apenas uma tentativa infrutífera de obter dinheiro. Em resposta, Delshad destacou a existência de “mensagens contundentes” que, segundo ele, evidenciam o comportamento abusivo de Perry.
As acusações apontam para uma série de episódios de assédio que teriam ocorrido ao longo de vários anos contra as duas vítimas.