Rubens Menin anunciou a existência de um plano para a quitação das dívidas do Atlético. Em uma entrevista ao programa Rádio Esportes nesta sexta-feira (19), o acionista majoritário da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) discorreu sobre as complexidades dos débitos do clube e compartilhou os próximos passos da administração.
Durante a conversa, o empresário esclareceu que os responsáveis pela gestão do clube categorizam as dívidas em três grupos, dos quais dois não representam uma preocupação imediata. “As pessoas muitas vezes não compreendem. A SAF possui CNPJ e não pode estar em default. Por isso, dividimos as obrigações em três categorias. A primeira é a dívida da Arena, contraída para sua construção, que se encerrará em cinco anos e já diminuiu significativamente, referindo-se ao CRI da arena. A segunda categoria inclui dívidas que considero menos pesadas, como é o caso do Profut”, detalhou.
Entretanto, Menin destacou que o principal desafio são as dívidas bancárias, que se agravam com o aumento dos juros ao longo do tempo. “A terceira categoria é a dívida problemática, que é a dívida bancária. Essa, de fato, tem causado certos danos ao Atlético, especialmente agora com a elevação das taxas de juros”, comentou o sócio majoritário do clube.
Nesse contexto, Menin confirmou que um projeto está em desenvolvimento para liquidar as obrigações financeiras com os bancos. “Estamos trabalhando em um plano e torço para que dê certo, para que em breve possamos compartilhar informações e implementar uma estratégia que nos permita resolver essas dívidas complicadas”, concluiu.
Em maio deste ano, o Atlético apresentou um balanço que traz à tona sua situação financeira. O clube experimentou um aumento no endividamento líquido, que passou de R$ 1,150 bilhão em 2023 para R$ 1,369 bilhão no ano anterior. A dívida onerosa foi reduzida em R$ 38 milhões, caindo de R$ 953 milhões para R$ 915 milhões.
Desse montante, R$ 507 milhões (55%) correspondem a empréstimos bancários, enquanto R$ 408 milhões (45%) referem-se à Arena MRV. No que diz respeito à gestão atual do clube, o ano de 2024 registrou o segundo pior desempenho financeiro, com um prejuízo de R$ 219 milhões, seguindo um déficit de R$ 275 milhões em 2023.
Além do resultado negativo de R$ 219 milhões, o clube também reportou mais R$ 80 milhões em perdas, resultando em um déficit total de R$ 299 milhões para o exercício de 2024. Os R$ 80 milhões adicionais se referem a ajustes (R$ 46 milhões) e contingências (R$ 34 milhões).