O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar os programas de entrevistas e debates, frequentemente alvos de suas críticas, além de emitir ameaças a emissoras de televisão sobre possíveis revogações de licenças. Em uma postagem na noite de terça-feira (23) em sua plataforma Truth Social, Trump expressou sua indignação em relação ao programa de Stephen Colbert na CBS, utilizando um tom especialmente agressivo.
Ele exigiu que a emissora retirasse Colbert do ar imediatamente, classificando o comediante como um “desastre patético” e sugerindo que o programa deveria ser “colocado para dormir”, uma frase comumente associada ao ato de sacrificar animais.
Trump argumentou que, se os telejornais e talk shows mantêm uma postura quase totalmente negativa em relação a sua pessoa, ao movimento MAGA (Make America Great Again) e ao Partido Republicano, suas licenças de transmissão deveriam ser reavaliadas e possivelmente revogadas. “Eu digo que sim”, escreveu o ex-presidente em outra mensagem, reiterando uma ameaça anterior.
A CBS anunciou que o programa de Colbert será encerrado em maio, uma decisão que levou críticos de Trump a acusar a emissora de censura. Anteriormente, o ex-presidente havia convencido a Paramount – a empresa controladora da CBS – a desembolsar US$ 16 milhões para encerrar uma ação judicial que alegava que o programa “60 Minutes” havia editado uma entrevista com a democrata Kamala Harris para favorecê-la.
No último fim de semana, Bari Weiss, a nova editora-chefe da CBS, cancelou abruptamente uma reportagem sobre a polêmica mega prisão salvadorenha para onde Trump enviou imigrantes indocumentados. Por outro lado, a ABC suspendeu temporariamente seu apresentador de talk show noturno, Jimmy Kimmel, apenas para reintegrá-lo em seguida e estender seu contrato até meados de 2027.
Trump busca transformar o panorama midiático, que considera enviesado contra conservadores. Para isso, nomeou seu aliado Brendan Carr para liderar a Comissão Federal de Comunicações (FCC). Carr gerou controvérsia recentemente ao insinuar durante uma audiência no Congresso que a FCC não é uma agência independente, sugerindo que suas ações poderiam estar alinhadas com os interesses políticos da Casa Branca.