O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) reiterou o pedido de prisão preventiva dos dois garçons acusados do homicídio da mulher trans Alice Martins Alves, ocorrido em Belo Horizonte. A solicitação, elaborada pelo promotor de Justiça Guilherme de Sa Meneghin, foi protocolada na última terça-feira (16) e está sob análise do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
O promotor destacou que “o Ministério Público é favorável à solicitação da Autoridade Policial e requer a decretação da prisão preventiva de Arthur Caique Benjamim de Souza e William Gustavo de Jesus do Carmo, com base nos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal, visando a proteção da ordem pública e a efetividade da lei penal.” O pedido foi motivado pela manifestação do advogado Tiago Lenoir, que representa a família de Alice no processo.
Vale ressaltar que a juíza Ana Carolina Rauen Lopes, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, já havia negado pedidos anteriores de prisão preventiva contra os réus. De acordo com a Polícia Civil (PCMG), os garçons perseguiram e agrediram a mulher trans na madrugada de 23 de outubro, após ela deixar a lanchonete Rei Do Pastel, na Savassi, sem quitar uma conta de R$ 22.
Em uma coletiva de imprensa, a delegada Iara França declarou que, apesar de a dívida ter sido o fator desencadeador do crime, a motivação transfóbica contribuiu para que as agressões fossem ainda mais violentas. Até o momento, não há evidências de que outros funcionários tenham participado das ações.