Na noite desta quarta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu discurso de Natal, transmitido em rádio e TV, reconhecendo que 2025 foi “um ano complicado, repleto de obstáculos”, mas assegurando que “aqueles que torceram ou apostaram contra o Brasil acabaram se frustrando”.
Durante sua mensagem nacional, que teve a duração de seis minutos, Lula destacou que o país enfrentou uma situação sem precedentes, o tarifaço imposto pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Optamos pela diplomacia, protegemos nossas empresas e evitamos demissões. Nossa soberania e democracia prevaleceram, e o povo brasileiro saiu vitorioso”, afirmou o presidente.
Lula também abordou as questões de “crime e violência, que representam grandes desafios para nossa nação”, elogiando o trabalho realizado pela Polícia Federal. Ele indicou que a segurança pública será um dos principais temas nas eleições do próximo ano. “Neste ano, a Polícia Federal liderou a maior operação já realizada contra o crime organizado. O enfrentamento às facções criminosas alcançou novos patamares, e nenhuma quantia ou influência impedirá a força da Polícia Federal de seguir em frente”, destacou, referindo-se à Operação Carbono Oculto, que foi deflagrada em agosto.
Em seu discurso, o presidente aproveitou a oportunidade para condenar a violência contra as mulheres. “Um povo tão gentil e capaz de criar coisas tão maravilhosas não pode tolerar a agressão contra as mulheres. Nós, homens, devemos assumir um compromisso sério nesse sentido”, declarou.
Lula também reiterou a necessidade de abolir a jornada de trabalho 6×1, onde os trabalhadores têm apenas um dia de folga por semana. “Acabar com essa escala, sem reduzir salários, é uma demanda do povo que nós, como representantes, devemos ouvir e transformar em realidade”, afirmou.
O presidente apresentou diversas iniciativas e programas de seu governo, celebrando o fato de que o Brasil retornou ao Mapa da Fome, conforme relatório da ONU, e que foi aprovada a isenção do Imposto de Renda para aqueles que recebem até R$ 5 mil mensais. “Estar nesse mapa indica que muitas pessoas no país não têm o que comer. O Brasil havia superado essa situação em 2014, mas retrocedeu […] Por isso, reimplantamos o Bolsa Família, apoiamos a agricultura familiar, valorizamos o salário mínimo e investimos significativamente na geração de empregos e na alimentação nas escolas”, explicou.
“A partir de janeiro, com a isenção do IR, milhões de famílias terão um aumento na renda mensal. Isso aliviará as contas, impulsionará ainda mais a economia e beneficiará todo o país”, concluiu.