O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou que seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é o candidato que ele apoia para a presidência do Brasil em 2026. Desde que foi detido em 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Bolsonaro redigiu uma carta à mão, que foi lida por Flávio na manhã dessa quinta-feira (25) em frente ao hospital DF Star, onde o ex-presidente se submeterá a uma cirurgia para correção de hérnias abdominais.
Segundo informações do jornal O Globo, a mensagem de Jair foi escrita sob o título “Carta aos Brasileiros”. No documento, o ex-presidente fez uma reflexão sobre sua trajetória após deixar o cargo e enfatizou que está “pagando um preço elevado, em termos de saúde e família”, ao lutar pelo que acredita ser “o melhor para nosso Brasil”, descrevendo sua situação atual como “um cenário de injustiça”.
Ao justificar a escolha de Flávio como pré-candidato à presidência, Bolsonaro afirmou que o senador tem a “missão de recuperar o nosso Brasil”. Ele destacou que essa é uma escolha “consciente, legítima e baseada no desejo de preservar os princípios de todos que estiveram ao seu lado”, defendendo que se trata da continuidade do caminho de prosperidade que ele iniciou antes mesmo de assumir a presidência.
Um dos pontos principais da carta é a reafirmação dos valores centrais do bolsonarismo, que inclui o compromisso de “conduzir o Brasil com justiça, firmeza e coragem”, como ressaltou Bolsonaro. Ao final, ele pediu a bênção de Deus para Flávio, desejando que ele seja capacitado a liderar “essa corrente de milhões de brasileiros que valorizam a Deus, a pátria, a família e a liberdade”.
A declaração de Jair Bolsonaro, que oferece suporte político ao filho, ocorre em um contexto tenso, à procura de um candidato que possa enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já anunciou sua intenção de buscar um quarto mandato. Na oposição, além de Flávio, nomes relevantes como os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Júnior (Paraná), Romeu Zema (Minas Gerais) e Tarcísio de Freitas (São Paulo) também estão na disputa.
Ainda não há certeza sobre a possibilidade de o PSDB lançar uma candidatura própria. Ciro Gomes, que recentemente se uniu ao partido, participou das últimas duas eleições. O PSDB, que ocupou a presidência de 1995 a 2003 com Fernando Henrique Cardoso, ficou fora da disputa em 2022, apoiando a então candidata Simone Tebet (MDB), atualmente ministra do Planejamento no governo Lula.
Flávio pode se tornar uma figura central na oposição para as eleições de 2026.