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Jair Bolsonaro se prepara para cirurgia de hérnia inguinal bilateral; saiba mais sobre a condição e opções de tratamento

1 de 1 Hernia inguinal — Foto: Arte/g1

O ex-presidente Jair Bolsonaro está agendado para ser internado na quarta-feira (24) e, no dia seguinte, passará por um procedimento eletivo para tratar uma hérnia inguinal bilateral. A autorização para a cirurgia foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma avaliação médica realizada pela Polícia Federal, que indicou a necessidade da intervenção cirúrgica para prevenir complicações futuras. A seguir, o g1 detalha o que caracteriza a hérnia inguinal, em quais situações a cirurgia é recomendada e as alternativas de tratamento disponíveis.

🔎 A hérnia inguinal, também conhecida como hérnia na virilha, ocorre quando os tecidos do abdômen se projetam por um ponto enfraquecido na parede muscular, formando um abaulamento. Quando essa condição se manifesta em ambos os lados, é denominada bilateral. Os sintomas podem incluir inchaço, dor ou desconforto, especialmente durante atividades físicas, ao tossir ou ao permanecer em pé por longos períodos, embora em alguns casos possa não apresentar sintomas. Apesar disso, os peritos afirmaram que não há registros médicos que indiquem a necessidade de cirurgia em caráter de urgência.

Além disso, os especialistas analisaram os episódios de soluços de Bolsonaro, que é uma de suas queixas de saúde mais recorrentes, e concluíram que o bloqueio do nervo frênico é uma intervenção adequadamente recomendada e deve ser realizada o quanto antes.

🔎 O bloqueio do nervo frênico é um procedimento que visa reduzir temporariamente a atividade do nervo responsável pelo controle do diafragma, ajudando a interromper soluços persistentes. Essa técnica é realizada sob anestesia local, com a administração de um medicamento próximo ao nervo, geralmente guiada por ultrassom. Este procedimento é indicado somente quando os soluços não respondem a tratamentos convencionais e têm um impacto clínico significativo.

Compreendendo a hérnia e as opções cirúrgicas
“O que caracteriza uma hérnia? Trata-se de um defeito na parede abdominal que pode ser congênito ou adquirido ao longo da vida, especialmente após cirurgias abdominais, particularmente aquelas realizadas de forma emergencial”, explica Pedro Bertevello, cirurgião do aparelho digestivo da BP.

Uma hérnia inguinal unilateral ocorre quando uma parte do intestino encontra uma abertura na parede abdominal da virilha e começa a se projetar para fora. O cirurgião cardiovascular Ricardo Katayose, da BP, ressalta que é importante entender a estrutura da parede abdominal da virilha para compreender essa condição.

Segundo o médico, o abdômen não é um espaço vazio; ele é composto por várias camadas — a pele, a gordura, a musculatura e uma membrana rígida chamada aponeurose, que atua como uma “armadura” para proteger os órgãos internos. Abaixo dessa camada, existe o peritônio, uma fina película que reveste a parte interna do abdômen e permite que o intestino se mova livremente, evitando atritos. Esse movimento é essencial para o processo digestivo e para as atividades diárias, como caminhar e respirar.

O surgimento do problema acontece quando essas camadas são rompidas, seja devido a cirurgias anteriores ou traumas. Cada intervenção pode resultar na formação de cicatrizes internas, conhecidas como aderências, que podem fazer com que partes do intestino se colem umas às outras ou à parede abdominal, alterando o trânsito intestinal e enfraquecendo a aponeurose. Quando essa estrutura perde resistência, o intestino pode se projetar para fora, levando ao desenvolvimento de uma hérnia.

No caso das hérnias, essa projeção ocorre principalmente na região pélvica, podendo descer até o escroto. Quando o abdômen já passou por diversas intervenções, como no caso do ex-presidente, as aderências e fibroses tornam a área mais rígida, dificultando a acomodação do intestino e podendo contribuir para problemas como soluços persistentes.

O sistema digestivo funciona como um tubo contínuo, e qualquer comprometimento no trânsito intestinal pode ter reflexos em outras áreas, incluindo o diafragma, onde os soluços são acionados.

Alternativas cirúrgicas disponíveis
A correção da hérnia pode ser realizada por meio de videolaparoscopia ou cirurgia aberta. Na videolaparoscopia, o cirurgião utiliza uma câmera para soltar as aderências internamente, reposicionar o intestino na cavidade e implantar uma tela de malha que reforça a aponeurose, funcionando como uma “costura interna”. Essa tela provoca fibrose, evitando que o intestino volte a se projetar.

Por outro lado, a cirurgia aberta, geralmente preferida em casos mais complexos, permite ao cirurgião soltar manualmente as alças encarceradas, reforçar os músculos e a aponeurose e, se necessário, inserir uma tela para proporcionar maior suporte. Em termos simples, uma hérnia pode ser vista como uma porta que se abre em um ponto fraco da parede abdominal, permitindo que parte do intestino seja projetada para fora. A cirurgia visa recolocar esse segmento dentro da cavidade e fechar a abertura de forma segura.

“Quando o abdômen nunca foi operado, o tratamento pode ser feito tanto por videolaparoscopia quanto por cirurgia convencional. É um procedimento relativamente simples, onde o paciente é internado por um dia, opera e, geralmente, recebe alta no dia seguinte. Após isso, é recomendado um repouso relativo de uma semana e cerca de 30 dias sem esforços físicos”, explica Pedro Bertevello.

No caso do ex-presidente, a combinação de múltiplas cirurgias, cicatrizes internas e a perda da continuidade dos tecidos de proteção aumentam a probabilidade de surgimento de novas aberturas e podem afetar o funcionamento normal do intestino. Esses fatores ajudam a explicar tanto a hérnia quanto os episódios de soluço persistente.

O cirurgião Pedro Bertevello esclarece que, em relação aos soluços, não há uma conexão direta com a hérnia inguinal. O soluço pode ocorrer quando o estômago não esvazia adequadamente ou há irritação no diafragma. No caso de Bolsonaro, isso pode estar relacionado a refluxo gastroesofágico. “Ele possui uma hérnia de hiato — um tipo diferente de hérnia que ocorre quando parte do estômago se desloca para uma área inadequada, irritando o esôfago e provocando esofagite. Essa irritação, devido à proximidade com o diafragma, pode desencadear soluços”, explica Bertevello.

Por fim, o cirurgião ressalta que a hérnia inguinal e a hérnia de hiato são condições distintas: embora ambas envolvam deslocamentos de tecido, ocorrem em regiões diferentes do corpo e têm consequências variadas.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade