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ONS alerta para a possibilidade de redução na geração de pequenas usinas no Natal

•11/10/2021 REUTERS/Cesar Olmedo

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está avaliando a possibilidade de solicitar às distribuidoras de energia elétrica a diminuição da geração das usinas que estão conectadas diretamente às suas redes, incluindo Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas de biomassa, eólicas e solares de menor porte, no dia 25 de dezembro, data do Natal.

Técnicos do ONS emitiram um “sinal amarelo” em relação a essa situação, o que indica um “estado de atenção”, podendo levar à ativação do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. A decisão sobre a ativação do plano será confirmada apenas no dia 24 de dezembro.

Esse plano foi elaborado nos últimos meses como uma medida adicional para assegurar a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) e garantir o fornecimento de eletricidade em um contexto de excesso de energia disponível no país. A implementação da medida está prevista para ocorrer em casos em que o Operador antecipe a falta de opções para gerenciar a geração das usinas centralizadas, como as grandes hidrelétricas e usinas eólicas e solares.

A necessidade de elaboração desse plano surgiu após o ONS se ver sem alternativas em 10 de agosto, durante o Dia dos Pais. Naquele dia, a baixa demanda de eletricidade e as boas condições de geração renovável resultaram em uma oferta que superou significativamente o consumo, especialmente no meio do dia, quando a geração solar é mais elevada. Isso levou a intervenções drásticas, com o ONS reduzindo a geração hidráulica e cortando 98,5% da capacidade das fontes eólica e solar centralizada para manter o equilíbrio da rede.

Desde então, o ONS e o Ministério de Minas e Energia têm se preocupado com o comportamento da demanda e as manobras possíveis durante as festas de fim de ano, já que muitas empresas costumam conceder férias coletivas, reduzindo o consumo em indústrias e empresas. Entretanto, as usinas, especialmente as eólicas e solares, continuam a produzir energia de acordo com as condições naturais de vento e radiação solar.

Atualmente, o ONS considera que é mais provável que o plano seja acionado no dia 25, enquanto nos dias 24, 26 e 28 o risco é considerado baixo (sinal verde). A situação da semana de Ano Novo também será monitorada com atenção.

Adicionalmente, o ONS informou que está buscando uma operação das hidrelétricas que proporcione maior flexibilidade ao sistema. Nesse sentido, a defluência da usina de Jupiá foi reduzida para diminuir a inflexibilidade (o volume mínimo que a hidrelétrica deve gerar). Também foi feita uma diminuição no reservatório de Pimental, em Belo Monte, para limitar a geração da hidrelétrica durante o Natal.

A carga de energia elétrica no Brasil deve atingir 84.582 MWmed (megawatts médios) em janeiro de 2026, representando um aumento de 1,6% em comparação ao mesmo mês deste ano, conforme informado pelo ONS em reunião do Programa Mensal de Operação (PMO). As projeções para a carga não foram alteradas em relação ao planejamento anual divulgado anteriormente pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

De acordo com os especialistas do ONS, não foram identificadas mudanças nas premissas ou a necessidade de revisão do que foi apresentado no planejamento. No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que é o principal polo consumidor do país, a carga deve chegar a 46.612 MWmed, apresentando uma queda de 1,1% em relação ao registrado em janeiro de 2025. Essa redução é atribuída às temperaturas “não tão elevadas” esperadas para o próximo mês, em comparação ao ano passado.

No Sul, a carga deve se manter em 15.097 MWmed, praticamente estável (-0,1%) em relação ao mesmo mês deste ano. No Nordeste, a expectativa é de que a carga atinja 14.341 MWmed em janeiro, com um aumento anual de 7,0%. Já na região Norte, a carga deve alcançar 8.532 MWmed, representando um crescimento de 11,5% em relação ao observado em janeiro do ano anterior. Essa forte expansão é reflexo da demanda crescente de um grande consumidor industrial e da interligação com Roraima, que até recentemente era um sistema isolado e, portanto, não era considerado nas previsões.

Além disso, a previsão de carga para fevereiro não sofreu alterações. O ONS continua estimando uma carga no SIN de 89.158 MWmed, com uma ligeira diminuição de 0,1% em relação ao mesmo mês de 2025. Os técnicos destacaram que fevereiro do ano passado teve uma carga recorde, devido a ondas de calor. No Sudeste/Centro-Oeste, a carga deve também alcançar 89.158 MWmed, com uma queda de 0,1% na comparação anual. No Sul, a previsão é de 15.869 MWmed, uma redução de 5,6% em relação a fevereiro de 2025. No Nordeste, a carga deve chegar a 14.510 MWmed, com um aumento de 6,5%, enquanto no Norte, a carga deve atingir 8.549 MWmed, representando um crescimento de 10,8%.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade