Ao longo de 2025, os quatro parlamentares mencionados desembolsaram mais de R$ 2,8 milhões em sua cota para a realização de atividades legislativas. Um estudo realizado pelo Correio Braziliense, com base nas informações da Câmara dos Deputados, revela que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), o ex-presidente Arthur Lira (PP-AL) e outros líderes de partidos fizeram esses gastos. As despesas cobrem uma variedade de itens, como passagens aéreas, comunicação da atividade parlamentar, combustíveis, locação de veículos e manutenção de escritórios.
Fevereiro foi o mês com os maiores gastos, totalizando R$ 56.995,89. Durante esse período, a maior parte do investimento foi direcionada à divulgação das atividades parlamentares, que consumiu R$ 27.950, seguida pela locação ou fretamento de veículos (R$ 12 mil) e combustíveis (R$ 9.392). As despesas com passagens aéreas somaram R$ 7.049,07.
Além disso, o Correio realizou uma comparação entre as lideranças da base governista e da oposição, representada pela ala bolsonarista no Parlamento. Por exemplo, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), reportou um total de R$ 283.464,99 em gastos ao longo de 2025, sendo setembro o mês de maior despesa, com R$ 41.652,70. As principais despesas desse mês foram relacionadas a passagens aéreas (R$ 21.466,42) e à divulgação de atividades parlamentares (R$ 13 mil), além de custos com manutenção de escritório e telefonia.
Por outro lado, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), teve um gasto total de R$ 453.851,91 em sua cota parlamentar durante o mesmo ano, o que representa R$ 170.386,92 a mais do que o líder petista. O mês mais oneroso para ele foi maio, quando os gastos atingiram R$ 55.948,64, com as principais despesas sendo passagens aéreas (R$ 22.190,59), divulgação das atividades (R$ 15 mil), locação de veículos (R$ 12,7 mil) e combustíveis.