Gabriel Bortoleto fez uma análise de sua temporada de estreia na Fórmula 1, competindo pela Sauber. Embora os resultados tenham sido modestos, o piloto brasileiro concluiu o campeonato na 19ª posição, acumulando 19 pontos. Em comparação, seu colega de equipe, Nico Hülkenberg, terminou em 11º lugar, com 51 pontos.
O jovem de 21 anos destacou o Grande Prêmio da Hungria como um momento marcante de sua trajetória. “Consegui uma excelente classificação no Q3, realizei uma boa ultrapassagem logo na primeira volta e, em seguida, gerenciei bem os pneus, o que me levou a finalizar a corrida em P6″, declarou. “Foi uma experiência incrível, repleta de velocidade e diversão. Tive outras corridas significativas, como na Áustria, onde conquistei meus primeiros pontos, além de Monza e Spa. Todas foram muito positivas”, acrescentou Gabriel.
Além disso, ele compartilhou os desafios técnicos enfrentados ao se adaptar ao carro de Fórmula 1. “O volume de informações que recebi este ano e tudo o que aprendi com os engenheiros, ao estudar e trabalhar em conjunto, foi fundamental. No ano passado, durante os testes de pré-temporada, eu realmente não tinha clareza sobre o que queria do carro, nem o que precisava”, comentou.
Em seguida, Bortoleto abordou as expectativas que cercam sua defesa da Audi em 2026, ano em que a montadora alemã assume a liderança da equipe Sauber. Ele minimizou a ideia de pressão, ressaltando que sente um aumento na responsabilidade para a próxima temporada. “Não chamaria isso de ‘pressão’. Em uma estreia, você pode cometer erros e ainda ter espaço para aprender. Sinto que ainda tenho muito a absorver no próximo ano. Este será apenas meu segundo ano na F1. Estou no início da minha carreira, enquanto muitos aqui competem há 15 ou 20 anos, o que gera uma grande diferença”, avaliou Bortoleto.
“Contudo, não considero isso pressão. Com a chegada da marca Audi e tudo o que isso representa, haverá, sem dúvida, mais responsabilidades. Estamos no início de um novo projeto e de uma nova geração de carros. Portanto, certamente sentiremos a necessidade de desenvolver um carro competitivo e uma fonte de energia adequada para, quem sabe um dia, lutarmos pelo título mundial”, concluiu o piloto brasileiro.