Em 2026, Fortaleza contará com três novos Espaços Girassol, destinados a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições de neurodesenvolvimento, proporcionando acesso a terapias gratuitas. A informação foi divulgada pelo prefeito Evandro Leitão em uma entrevista ao Diário do Nordeste na última sexta-feira (19).
Em 2025, foram abertas três unidades de atendimento a esse público: o Centro de Diagnóstico Girassol, localizado no bairro Edson Queiroz; além dos Espaços Girassol nas Policlínicas Dr. José Eloy da Costa Filho, em Bonsucesso, e Dr. Luiz Carlos Fontenele, no Passaré, sendo esta última inaugurada hoje (22).
Para 2026, o prefeito anunciou a construção de mais três centros, que serão situados: um na Policlínica Dr. Lusmar Veras Rodrigues, no Jóquei Clube; o segundo na Policlínica João Pompeu Lopes Randal, no Jangurussu; e o terceiro em um bairro da Regional 7, cuja localização ainda será definida. “A localização está entre o Cais do Porto, Praia do Futuro ou Vicente Pinzón, e espero entregar a primeira até abril, em comemoração ao aniversário da cidade”, afirmou Evandro, que se comprometeu a inaugurar 12 Espaços Girassol até o final de seu mandato em 2028.
O cronograma de entrega das novas unidades para atendimento de pessoas autistas e com outras condições de desenvolvimento está sendo organizado, com um investimento de aproximadamente R$ 15 milhões para a construção dessas instalações.
Além das unidades de 2026, um dos Espaços Girassol previstos para 2027 já tem um local definido: será no centro da cidade, dentro de um “complexo infantil” que será erguido pela Prefeitura de Fortaleza. Segundo Evandro Leitão, esse complexo ocupará um quarteirão entre as ruas Barão do Rio Branco e Senador Pompeu, e incluirá o Espaço Girassol, um Centro de Educação Infantil (CEI) e um Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi). “As obras começarão no segundo semestre de 2026, voltadas para os filhos dos trabalhadores do Centro”, assegura o prefeito, embora a conclusão do projeto fique para o terceiro ano de sua gestão, devido à sua magnitude.
As unidades públicas oferecerão terapias para crianças com transtornos de desenvolvimento, e a cidade também está se organizando para reduzir a fila de espera por diagnósticos, que atualmente conta com cerca de 40 mil pessoas.