Alexandre Mattos, executivo de futebol do Santos, falou abertamente sobre a possibilidade de contratar Gabigol, atacante do Cruzeiro. Ele afirmou que, neste momento, o clube não possui os recursos financeiros necessários para viabilizar a contratação do jogador, mas não descartou essa hipótese para o futuro.
As declarações foram feitas durante uma entrevista no Podcast do Denílson Show, com trechos divulgados no Instagram neste domingo (21). “Atualmente, o Santos não tem condições de trazer o Gabriel nas condições financeiras que se apresentam. Contudo, se entendermos que é uma necessidade para a posição, o Gabriel é um jogador que surgiu aqui. Tenho uma relação excelente com ele, tanto pessoal quanto profissionalmente. Admiro muito o Gabriel”, declarou Mattos.
O diretor também comentou sobre a conexão que possui com Gabigol, que foi levado ao Cruzeiro por ele. Além disso, comentou a relação entre Tite e o atacante, ressaltando que, quando foi apresentado em janeiro, Gabigol brincou com Pedro Lourenço, sócio majoritário da SAF cruzeirense, e a imprensa, insinuando que não teria assinado contrato se Adenor fosse o treinador.
Gabigol enfrentou um período complicado no Flamengo sob o comando de Tite, de 2023 a 2024, onde passou um tempo no banco de reservas. Entretanto, o jogador suavizou essa situação após o acerto entre Tite e o Cruzeiro. “Se eu fosse treinador, desejaria ter grandes jogadores, e Gabriel é um deles. Se há alguma questão entre eles, nunca me foi mencionada, nem pelo filho do Tite, que é preparador. Acho que eles precisam resolver isso”, comentou Mattos.
O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, também se manifestou, descartando a possibilidade de contratar Gabigol neste momento. “A prioridade era trazê-lo (Gabigol) antes do Neymar. Era uma peça importante para nosso projeto de reestruturação. Naquele momento, com as negociações em andamento, foi uma proposta ousada. Ele acabou optando pelo Cruzeiro, pois queria disputar mais competições do que o Santos”, explicou em entrevista à ESPN na última sexta-feira (19).
“Hoje, a realidade é diferente. Não vou entrar na análise técnica. Ele é um jogador que tem uma forte identificação com o Santos. Mas as prioridades de investimento mudaram. Quando você inicia uma conversa e percebe que as expectativas estão em um nível superior, o Santos não tem como acompanhar”, completou Teixeira.
Gabigol chegou ao Cruzeiro em janeiro com grande expectativa, mas não conseguiu garantir uma posição de titular com o treinador Leonardo Jardim. Um pênalti perdido contra o Corinthians nas semifinais da Copa do Brasil gerou revolta entre os torcedores, resultando até no vandalismo de uma pintura sua em Belo Horizonte, que foi posteriormente coberta por uma nova arte azul.
Apesar das dificuldades, Gabigol reafirmou sua permanência no Cruzeiro até 2026, mesmo sob a direção de Tite. “Claro que há espaço para conversas entre as partes que podem levar a soluções. No entanto, não há negociações em andamento. Meu empresário não conversou com nenhum clube. No meio do ano, algumas equipes se mostraram interessadas, mas nunca considerei sair do Cruzeiro”, afirmou em entrevista ao Podpah na última sexta-feira.
Sobre sua relação com Tite, Gabigol afirmou: “Ele é o treinador da equipe. Não tenho nada contra ele. Expressei minha opinião, assim como ele deve ter a dele. Estamos aqui pelo Cruzeiro, e não se trata apenas de mim ou dele. O foco é o grupo e a vitória do Cruzeiro.”