Na última sessão de negociação desta sexta-feira (19), os principais índices de Wall Street apresentaram valorização, impulsionados pelo desempenho do setor tecnológico, após um início de semana marcado por perdas. As novas previsões da fabricante de semicondutores Micron Technology reacenderam o otimismo em relação às ações relacionadas à inteligência artificial, que enfrentavam pressão recentemente devido a avaliações elevadas e preocupações sobre financiamento.
As ações da Micron atingiram um novo recorde histórico nesta sexta-feira, com uma valorização aproximada de 7%. A Nvidia também teve um desempenho positivo, com um aumento de quase 4%, após notícias de que os EUA iniciaram uma revisão que pode permitir os primeiros envios dos chips H200 da companhia para a China. Por outro lado, a Oracle viu suas ações subirem cerca de 7% após a ByteDance, controladora do TikTok, anunciar acordos para transferir o controle das operações do aplicativo nos Estados Unidos para um grupo de investidores, incluindo uma empresa de computação em nuvem.
No segmento de consumo, a Nike enfrentou uma queda significativa, encerrando o dia com uma desvalorização superior a 10%, após reportar uma redução na margem bruta pelo segundo trimestre consecutivo, impactada pelo desempenho fraco das vendas na China.
O índice S&P 500 avançou 0,84%, alcançando 6.832 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,31%, atingindo 23.307 pontos. O Dow Jones registrou um ganho de 0,38%, fechando em 48.134 pontos. No acumulado da semana, os resultados foram variados: o Dow Jones caiu 0,66%, o S&P 500 teve uma leve alta de 0,10%, e o Nasdaq subiu 0,48%.
De acordo com dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho, divulgados na quinta-feira (18), o Índice de Preços ao Consumidor teve um aumento de 2,7% em comparação anual, a menor taxa desde julho, após ter alcançado 3% em setembro. Com essas informações, os investidores continuam apostando em pelo menos dois cortes de 0,25% na taxa de juros pelo Federal Reserve no próximo ano, segundo dados da LSEG, atribuindo cerca de 20% de probabilidade para a primeira redução já em janeiro.
*Informações obtidas da Reuters