O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a abordar, neste sábado (20), a crescente tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela, enfatizando os perigos que um conflito na região poderia acarretar. Sua declaração ocorreu durante a abertura da cúpula de líderes do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR).
“Depois de mais de quarenta anos da Guerra das Malvinas, a América do Sul novamente enfrenta a inquietante presença militar de uma potência externa. Os limites do direito internacional estão sendo desafiados. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma tragédia humanitária para o hemisfério e um perigoso precedente para o mundo”, afirmou.
Diante da escalada de tensões entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o governo de Nicolás Maduro, Lula tem buscado se posicionar como um intermediário entre as duas nações. Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto na quinta-feira (18), ele mencionou que planeja dialogar novamente com o líder americano antes do Natal.
“Estou considerando que, antes do Natal, é provável que eu tenha que conversar novamente com o Presidente Trump para discutir como o Brasil pode contribuir para um acordo diplomático em vez de uma guerra fratricida”, disse ele.
Nos últimos meses, a tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela tem aumentado, com ataques americanos direcionados a embarcações supostamente envolvidas com o narcotráfico e a presença militar em áreas adjacentes à Venezuela. Essas ações resultaram na morte de mais de 90 pessoas.
Esses ataques fazem parte de uma campanha de pressão contra o governo de Maduro, que, segundo Trump, é responsável pela entrada de drogas nos EUA. O presidente americano indicou que os ataques terrestres devem começar em breve.
Assista ao vídeo: