Na sexta-feira, dia 19, a Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou uma aeronave Cessna 182P que estava sobrevoando a Terra Indígena Yanomami, localizada em Roraima. De acordo com informações da FAB, o avião, que tinha origem na Venezuela, foi identificado pelos radares do Sistema Brasileiro de Defesa Aeroespacial. A aeronave operava sem um plano de voo e apresentava uma matrícula não registrada, o que levou à necessidade de ações de policiamento.
Uma equipe a bordo de um helicóptero H-60 Black Hawk foi enviada para investigar a situação e encontrou o avião abandonado, com danos estruturais resultantes de um pouso forçado, mas o piloto não foi encontrado. Essa operação fez parte da Operação ZIDA 41, que tem como objetivo combater voos ilegais e atividades aéreas ilícitas por meio de ações colaborativas entre a FAB e as autoridades de Segurança Pública. Em uma ação similar ocorrida em 19 de novembro, outra aeronave foi destruída.
Durante a operação, foram implementadas medidas de intervenção, que exigiam que a aeronave interceptada alterasse sua rota para pousar em um aeródromo designado pela FAB. Como o piloto não atendeu à solicitação, um tiro de aviso foi disparado. “Diante da recusa do piloto em obedecer, a aeronave foi considerada hostil e passou a estar sujeita a um tiro de detenção, visando evitar a continuidade do voo”, informou a Força Aérea na ocasião. O piloto da aeronave suspeita conseguiu aterrissar em uma pista de terra próxima à região de Surucucu, em Roraima, e conseguiu escapar. O avião, que estava com a matrícula alterada, foi posteriormente incendiado pelas equipes envolvidas na operação.