Os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) alocaram, desde o início de 2023, um total de pelo menos R$ 235 mil de sua cota parlamentar em empresas que estão sendo investigadas pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de serem de fachada. De acordo com informações obtidas pelo R7 Planalto, a partir da prestação de contas da Câmara dos Deputados, os valores foram utilizados principalmente para o aluguel de veículos por meio da Harue Locação de Veículos e Amazon Serviços e Construções.
Confira os valores despendidos:
2023
– Harue Locação de Veículos: R$ 29.700
– Harue Locação de Veículos: R$ 48 mil
2024
– Amazon Serviços e Construções: R$ 80 mil
– Harue Locação de Veículos: R$ 16.200
– Harue Locação de Veículos: R$ 22 mil
2025
– Amazon Serviços e Construções: R$ 40 mil
No relatório da PF, há indícios de que os parlamentares possam ter desviado recursos da cota parlamentar com a ajuda de servidores comissionados, especialmente Adailton Oliveira dos Santos e Itamar de Souza Santana, utilizando empresas como Harue Locação de Veículos LTDA ME e Amazon Serviços e Construções LTDA para realizar essas operações.
A reportagem está buscando contato com as empresas mencionadas, mas até o momento não obteve resposta. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Em suas redes sociais, Jordy criticou a ação da PF, chamando-a de “perseguição implacável”. Sóstenes ainda não se manifestou publicamente. A assessoria do parlamentar informou ao R7 que ele deve fazer um pronunciamento na Câmara dos Deputados no início da tarde. O espaço continua disponível para comentários.
Além disso, a Polícia Federal realizou na última sexta-feira (19) buscas em locais relacionados aos deputados Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, como parte de uma operação que investiga possíveis desvios de recursos da cota parlamentar. A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) é destinada a cobrir despesas típicas do mandato, incluindo aluguel de escritório no estado de origem, passagens aéreas, alimentação, aluguel de veículos, e combustível.
Os parlamentares estão sendo investigados por suspeitas de lavagem de dinheiro através de contratos fraudulentos com empresas de fachada, como locadoras de veículos. Essa ação é um desdobramento de uma operação iniciada em dezembro de 2024 e investiga crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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