Na quinta-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou uma ordem que sugere a flexibilização das normas federais relacionadas à maconha.
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O documento instrui o procurador-geral a acelerar o processo de reclassificação da substância. Caso a mudança seja implementada, a maconha poderá ser catalogada como uma droga menos nociva, similar a analgésicos comuns.
Atualmente, a maconha é classificada da mesma forma que a heroína e o ecstasy, substâncias consideradas de alto potencial de abuso e sem aceitação para uso médico. Uma reclassificação poderia alterar essa situação.
As autoridades explicam que a iniciativa visa fomentar pesquisas médicas sobre a planta e seus derivados, a fim de examinar os riscos e potenciais aplicações terapêuticas.
Essa proposta é vista como uma das mudanças federais mais significativas sobre o assunto em várias décadas. Seus efeitos podem impactar a indústria, reduzir penas criminais, aumentar os investimentos em pesquisa e facilitar o acesso de empresas a instituições financeiras.
Apesar disso, o uso recreativo da maconha continuará sendo ilegal em nível federal, com as regulamentações variando conforme a legislação de cada estado — 24 dos 50 estados já legalizaram seu uso.
A maconha é a substância ilícita mais consumida, tanto mundialmente quanto nos Estados Unidos. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), quase 20% da população americana utiliza a substância pelo menos uma vez ao ano.
Milhões de pessoas enfrentaram prisões por posse de maconha, enquanto empresas listadas na bolsa comercializam produtos relacionados ao setor.
A Agência de Fiscalização de Drogas (DEA) terá que avaliar a recomendação para reclassificar a maconha em uma categoria menos restritiva dentro da lista de substâncias controladas. A decisão final será tomada por este órgão.