Em novembro, a inflação nos Estados Unidos apresentou uma desaceleração, alcançando sua menor taxa desde julho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 2,7% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, após registrar um aumento de 3% em setembro, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho.
Devido à paralisação federal que durou 43 dias, os dados de outubro não foram disponibilizados, afetando a capacidade das agências de coletar, processar e analisar informações econômicas. Nos dois meses que se seguiram, os preços ao consumidor aumentaram apenas 0,2% entre setembro e novembro, resultando em uma média mensal de 0,1%. Em setembro, a variação mensal foi de 0,3%.
Os economistas esperavam que os preços subissem a uma taxa mensal de 0,3% em novembro, mantendo a taxa anual de inflação em 3%, segundo previsões da FactSet. O relatório divulgado nesta quinta-feira também indicou uma desaceleração em uma medida essencial da inflação subjacente. Ao excluir os preços de alimentos e energia, que costumam ser mais instáveis, o núcleo do Índice de Preços ao Consumidor teve um aumento de 0,2% entre setembro e novembro (com uma média mensal de 0,1%), reduzindo a taxa anual para 2,6%, em comparação com 3% em setembro. Essa é a menor taxa anual desde março de 2021, antes do período de inflação histórica.
No início do pregão desta quinta-feira, as ações americanas mostravam uma tendência de alta. Contudo, economistas alertam que a redução do Índice de Preços ao Consumidor de 3% para 2,7% pode ter sido influenciada por distorções nos dados econômicos devido ao fechamento do governo. Heather Long, economista-chefe da Navy Federal Credit Union, comentou que “é complicado tirar conclusões firmes a partir dos dados de inflação de novembro, visto que a paralisação teve um impacto significativo na coleta das informações”. Ela acrescentou que “a inflação não melhorou de forma abrupta entre setembro e novembro”, observando que a experiência de ir ao supermercado ou pagar uma conta de luz contradiz essa percepção.
Stephanie Roth, economista-chefe da Wolfe Research, também expressou ceticismo, afirmando à CNN: “Não considero esses dados como uma verdade absoluta. É evidente que a paralisação do governo teve um grande efeito”.
*Matt Egan, da CNN, contribuiu para esta reportagem.