Nesta terça-feira (16), Wall Street encerrou suas atividades sem uma tendência clara. Os principais índices iniciaram o dia em baixa, mas conseguiram amenizar algumas perdas ao longo do período; ainda assim, enquanto o Nasdaq terminou o dia em alta, tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 fecharam no negativo.
O desempenho das bolsas foi afetado pela desvalorização das ações nos setores de saúde e energia, além da divulgação de novos dados econômicos nos Estados Unidos, que só foram disponibilizados agora devido ao shutdown de 43 dias do governo, gerando incertezas quanto à precisão das informações. O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o número de empregos fora da agricultura cresceu em 64 mil no mês de novembro, mas a taxa de desemprego também subiu para 4,6% nesse mesmo período. Outro relatório indicou que as vendas no varejo permaneceram estáveis em outubro.
Diante desse cenário, os investidores estão considerando uma possível redução nas taxas de juros de pelo menos 0,58% para o próximo ano, um valor que supera mais do que o dobro da redução de 0,25% anunciada pelo Fed em 10 de novembro. As expectativas em torno do próximo presidente do banco central americano continuam em destaque, com Donald Trump agendando uma entrevista com Christopher Waller para o cargo de líder do Fed na quarta-feira (17), conforme reportado pelo Wall Street Journal.
No fechamento, o Dow Jones teve uma queda de 0,62%, terminando a 48.114 pontos. O S&P 500 recuou 0,34%, encerrando a 6.793 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 0,23%, atingindo 23.111 pontos. Dentre os 11 principais setores do S&P 500, oito apresentaram recuo, com o setor de energia liderando as perdas, com uma desvalorização próxima a 3%. Os preços do petróleo bruto alcançaram o menor nível desde 2021. No setor de saúde, as ações caíram 1,28%, e a Pfizer teve uma queda de 3,37% após prever um ano de 2026 desafiador por conta da diminuição nas vendas de produtos relacionados à COVID-19 e margens de lucro reduzidas.
*Fonte: Reuters*