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China manifesta oposição a ‘agressão unilateral’ após Trump anunciar bloqueio a petroleiros venezuelanos

1 de 2 Imagem mostra o presidente dos EUA, Donald Trump (E), em Washington, DC, em 9 de julho de 2025, e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro (D), em Caracas, em 31 de julho de 2024. — Foto: AFP/Jim Watson

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, declarou na quarta-feira (17) que o país se posiciona contra “todas as formas de agressão unilateral”, em resposta à crescente pressão militar dos Estados Unidos sobre a Venezuela. A declaração foi feita durante uma conversa telefônica entre Yi e o chanceler venezuelano, Yvan Gil.

“A China se opõe a toda forma de agressão unilateral e apoia os países na defesa de sua soberania e dignidade nacional”, ressaltou Wang Yi, conforme divulgado pelo ministério.

Essa conversa entre os diplomatas ocorreu logo após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter informado que a Venezuela está “completamente cercada” e ter estabelecido um bloqueio total a petroleiros que estão sujeitos a sanções ao entrarem e saírem do país. Em reação, o governo de Maduro repudiou o que classificou como uma “ameaça grotesca” dos EUA.

O anúncio de Trump intensificou as tensões sem precedentes entre os EUA e a Venezuela, que incluem uma mobilização militar significativa no Caribe, ataques a embarcações na região e a apreensão de um navio petroleiro venezuelano.

A China se destaca como um dos principais aliados do governo de Maduro, que também conta com o apoio da Rússia. Nesta quarta-feira, o Ministério das Relações Exteriores russo expressou que as tensões entre os EUA e a Venezuela podem resultar em “consequências imprevisíveis” para o Ocidente.

Apesar do bloqueio anunciado por Trump, o governo venezuelano afirmou que a exportação de petróleo e a navegação dos petroleiros continuam em operação normal.

A administração de Maduro qualificou o bloqueio imposto por Trump como “absolutamente irracional”, alegando que infringe os princípios do livre comércio e da navegabilidade.

“A Venezuela, no pleno exercício do Direito Internacional que nos assiste, reafirma sua soberania sobre todos os seus recursos naturais, bem como seu direito à livre navegação e ao comércio no Mar do Caribe e nos oceanos do mundo. Portanto, seguiremos rigorosamente a Carta da ONU para exercer plenamente nossa liberdade, jurisdição e soberania diante dessas ameaças belicistas”, proclamou o comunicado oficial.

O texto também informou que o país buscará apoio da ONU para denunciar o que considerou uma “grave violação do Direito Internacional”.

“A Venezuela não se tornará colônia de nenhum império ou poder estrangeiro e continuará, ao lado de seu povo, a trilhar o caminho da prosperidade e da defesa inabalável de nossa independência e soberania”, acrescentou o documento.

Trump, em uma rede social, acusou os venezuelanos de roubar petróleo e terras dos cidadãos norte-americanos. Essa postagem representa mais um episódio no aumento das tensões entre os dois países, com os EUA mobilizando um grande aparato militar no Caribe desde agosto. Inicialmente, a Casa Branca justificou essa operação como parte do combate ao tráfico internacional de drogas.

Na terça-feira, Trump declarou na Truth Social que a Venezuela está cercada “pela maior Armada já reunida na história da América do Sul”, prometendo que a pressão aumentará até que o país devolva aos EUA todos os bens que teriam sido apropriados, incluindo petróleo e terras.

O presidente também acusou Nicolás Maduro de usar o petróleo para financiar o que chamou de “regime ilegítimo”, além de estar ligado a atividades terroristas, tráfico de drogas, sequestros e assassinatos.

Com base nessas alegações, Trump anunciou um bloqueio total a todos os navios petroleiros que foram alvos de sanções e que entrassem ou saíssem da Venezuela. De acordo com o site Axios, 18 embarcações sancionadas estão atualmente em águas venezuelanas.

Em 2019, durante seu primeiro mandato, Trump impôs diversas sanções ao setor petrolífero da Venezuela como parte de uma estratégia para pressionar o governo de Maduro, o que resultou em uma diminuição das exportações de petróleo do país. Mesmo com essas restrições, a Venezuela ainda exporta cerca de 1 milhão de barris por dia, utilizando “navios fantasmas” que mudam de nome e bandeira frequentemente para evitar sanções.

Estudos indicam que cerca de 20% dos petroleiros no mundo são utilizados para contrabandeio de petróleo de países sancionados, com a Rússia e o Irã adotando táticas semelhantes.

No dia 10 de dezembro, forças militares dos EUA interceptaram e apreenderam um navio petroleiro no Mar do Caribe, próximo à costa da Venezuela. A embarcação, identificada como “Skipper”, já havia sido alvo de sanções em 2022 por suspeitas de contrabando de petróleo e apoio a grupos islâmicos no Oriente Médio.

Após a apreensão, Maduro denunciou a ação dos EUA como “pirataria naval criminosa”, afirmando que o navio transportava 1,9 milhão de barris de petróleo. Ele descreveu a ação como o início de uma nova era de pirataria no Caribe.

Um levantamento da agência Reuters, publicado três dias após a operação, revelou que essa ação resultou em uma drástica redução nas exportações da Venezuela, com cerca de 11 milhões de barris de petróleo e combustível retidos em águas venezuelanas.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade