O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta segunda-feira (15) a implementação de novas ações nas investigações relacionadas ao Banco Master. Entre as iniciativas, destaca-se o depoimento que a Polícia Federal deve colher de dirigentes do Banco Central do Brasil, com o objetivo de esclarecer questões pertinentes às funções da autarquia e às possíveis implicações do caso no sistema financeiro.
As ações determinadas, que têm um prazo inicial de até 30 dias, incluem a oitiva dos envolvidos pela Polícia Federal, a fim de obter esclarecimentos detalhados sobre as denúncias em investigação. Além disso, a decisão permite que o delegado responsável pela investigação solicite informações de órgãos públicos e empresas, e apresente pedidos específicos para a quebra de sigilos telefônicos, telemáticos, de correspondência e fiscais dos investigados, sempre com a devida fundamentação e prévia análise do STF.
Toffoli enfatizou em seu despacho que, após uma análise inicial dos documentos, ficou evidente a urgência na realização dessas diligências, não apenas para o progresso das investigações, mas também como uma medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e aos cidadãos que dele dependem. De acordo com o ministro, essas ações são de caráter preliminar e urgente, visando assegurar a efetividade das investigações e a estrita observância do devido processo legal.