O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu que os resultados dos exames realizados por médicos particulares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) devem ser encaminhados aos profissionais da Polícia Federal, que estão conduzindo uma perícia sobre a saúde do ex-mandatário nesta quarta-feira (17).
No despacho emitido na última segunda-feira (15), foi mencionado que a defesa de Bolsonaro havia solicitado, em 8 de dezembro, a autorização para que ele deixasse a Superintendência da PF em Brasília, onde cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses, para realizar uma nova cirurgia. Os advogados apresentaram exames que sugeriam a necessidade do procedimento devido a problemas de soluços persistentes, uma sequela de cirurgias anteriores, além de um agravamento no diagnóstico de hérnia inguinal unilateral, solicitando que ele pudesse se recuperar em prisão domiciliar.
Em resposta, Moraes observou que os exames fornecidos pela defesa eram antigos e não demonstravam urgência para a cirurgia. Assim, na quinta-feira (11), o ministro ordenou que uma perícia médica fosse realizada pela Polícia Federal para avaliar se realmente havia necessidade de novos procedimentos cirúrgicos para Bolsonaro.
Subsequentemente, os advogados solicitaram a realização de novos exames, o que foi autorizado por Moraes. No último domingo (14), médicos particulares realizaram ultrassonografias das regiões inguinais direita e esquerda do ex-presidente, e os laudos foram incorporados ao processo no dia seguinte.
Diante dessa situação, Moraes determinou que os resultados dos exames e os laudos fossem enviados aos médicos da PF, que farão uma análise pericial dos dados, a ser posteriormente revisada pelo STF. Após essa etapa, a Corte deverá retornar rapidamente com uma nova decisão. O despacho também estipula a intimação dos advogados e a comunicação à Procuradoria-Geral da República.
Os testes visam averiguar se o ex-presidente necessita de uma nova cirurgia.