Sob investigação da Polícia Federal, o deputado federal Antônio Doido (MDB-PA) contratou dois voos fretados em 2025, utilizando a verba de gabinete disponibilizada pela Câmara dos Deputados. Ambos os serviços foram prestados pela mesma empresa, a Har – Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo. O primeiro voo ocorreu em 27 de março, com um custo de R$ 80 mil, realizando o trajeto entre Belém e Brasília, e retornando a Belém. A nota fiscal referente a esse serviço foi emitida em 11 de abril deste ano.
O segundo voo foi agendado para os dias 15 e 16 de novembro, com uma rota entre Belém e Portel, retornando a Belém, e teve um custo de R$ 35 mil, com a nota fiscal emitida em 19 de novembro. Ambos os fretamentos foram realizados sem tripulação ou operador.
Na manhã da operação da PF, o parlamentar foi alvo de uma ação de busca e apreensão. A investigação investiga possíveis crimes de corrupção e a formação de uma organização criminosa que envolve tanto agentes públicos quanto privados, com um total de desvios que ultrapassam R$ 48 milhões. Durante a ação, o deputado teria jogado seu celular pela janela. Até o momento, sua defesa não se pronunciou sobre o caso.
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