A Polícia Civil do Amazonas apresentou à Justiça um pedido de prisão preventiva para a médica e a técnica de enfermagem que estão sendo investigadas pelo falecimento de Benício Xavier, de apenas 6 anos, conforme informações veiculadas pelo portal g1. O menino faleceu no final de novembro em Manaus, após ter recebido uma injeção de adrenalina intravenosa. A Justiça ainda não se manifestou sobre a aceitação ou rejeição do pedido.
Na última sexta-feira (12), o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decidiu revogar o habeas corpus preventivo que havia sido concedido à médica Juliana Brasil Santos. Essa decisão ocorreu apenas quatro dias após a Justiça ter negado o mesmo pedido à técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva.
No dia 22 de novembro, Benício foi admitido no Hospital Santa Júlia, em Manaus, apresentando sintomas de tosse seca e suspeita de laringite. Entre os tratamentos prescritos pela médica estavam três doses de adrenalina intravenosa de 3 ml cada. Após a administração da primeira dose, o menino enfrentou complicações, como baixa oxigenação, intubação, sangramento, vômito e seis paradas cardíacas, com a confirmação da morte ocorrendo no domingo, 23 de novembro.
Antes da aplicação do medicamento, a família questionou a indicação da adrenalina intravenosa, uma vez que a criança costumava receber o remédio apenas por nebulização. Contudo, a técnica Raiza Bentes Paiva defendeu que o tratamento prescrito pela médica deveria ser seguido.
As investigações fazem parte da segunda fase da operação Unha e Carne. Além disso, a defesa de Juliana Brasil argumenta que ela possui experiência prática na área e que planejava realizar a prova de título ainda neste ano. A desembargadora Carla Maria Santos dos Reis considerou que a Câmara Criminal não era competente para julgar o pedido apresentado.