Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, compartilhou novamente um vídeo de Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (15), mostrando o ex-presidente em um momento de fragilidade física. O filho do ex-presidente utilizou sua conta no X para postar um registro de 2018, logo após o atentado a faca que Jair sofreu durante a campanha eleitoral.
No vídeo, Jair descreve a dor que sentiu após o ataque em Juiz de Fora, enquanto luta para respirar com a ajuda de aparelhos e se comunica com dificuldade, apresentando uma voz rouca e baixa. Na última sexta-feira (12), Carlos já havia publicado outra gravação do pai, desta vez em um momento mais recente, onde o ex-presidente aparece soluçando enquanto dorme.
Na legenda do vídeo, Carlos adota um tom dramático, característico de suas postagens, ao afirmar que o atentado de 2018 foi uma “tentativa covarde de enterrar um projeto, silenciar uma voz e sufocar a esperança de milhões de brasileiros”. Em seguida, ele expressa apoio à candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como o representante da família nas eleições de 2026, criticando os que questionam essa escolha, já que Jair, devido a condenações, não pode concorrer.
“Bolsonaro foi claro. Ele fez sua escolha. Flávio Bolsonaro é o representante político que ele apontou, não por conveniência, mas por convicção. Mesmo assim, tentam impor herdeiros e substitutos. Contudo, não existe herdeiro em um propósito estabelecido por Deus. O que Ele planejou com Bolsonaro será cumprido por ele. A missão permanece com quem foi escolhido. O sistema pode resistir e conspirar, mas terá que aceitar”, afirmou.
Carlos também enfatiza que o atentado foi mais do que uma agressão física, classificando-o como uma tentativa de silenciar a voz de Jair e sufocar as esperanças de muitos brasileiros. No entanto, segundo ele, a sobrevivência de Jair é um sinal de que o sistema não conseguiu derrotá-lo. A escolha de Flávio como candidato, no entanto, não foi bem recebida por setores da direita e do Centrão, que preferem apoiar alternativas mais competitivas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).