As imagens rapidamente se espalharam pela internet, atraindo a atenção dos internautas. O que parecia ser uma cena extraída de um filme era, na verdade, uma representação de Belo Horizonte — mas não a versão familiar da cidade. Os registros mostravam um cenário devastado, coberto de vegetação e envolto em um silêncio profundo. Essa interpretação de um futuro alternativo foi criada digitalmente a partir de fotografias reais e técnicas de inteligência artificial.
O responsável por essa série é Gustavo Simões, um fotógrafo mineiro de Belo Horizonte, que desde 2016 se dedica a capturar a essência das cidades do alto. Atualmente residindo fora do Brasil, ele mantém suas conexões com as raízes, utilizando drones como sua principal ferramenta para registrar lugares que o inspiram.
Em vez de solicitar que a inteligência artificial gerasse imagens do zero, Gustavo optou por um processo mais artesanal, fotografando a cidade e depois aplicando a IA para transformar suas imagens originais, resultando em paisagens que entrelaçam elementos do real e do ficcional.
A ideia nasceu de experimentos que ele realiza com seu acervo de fotografias. Assim, surgiu a série de Belo Horizonte em um cenário pós-apocalíptico, que rapidamente se tornou um sucesso entre seus seguidores e curiosos. Mesmo em sua representação digital de ruínas, a cidade não perdeu seu encanto — ao contrário, ganhou uma nova perspectiva.
As imagens se tornaram virais logo após serem publicadas em seu perfil no Instagram (@gustavosimoes.art), onde Gustavo também compartilha outras ilustrações digitais e projetos pessoais. A repercussão foi acompanhada por incentivo, e novos trabalhos com diferentes cidades brasileiras já estão em andamento, assim como mais experiências com inteligência artificial estão previstas para os próximos dias.