Aviso: o texto a seguir contém relatos delicados sobre agressão e abuso sexual, podendo provocar gatilhos relacionados a estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando esse tipo de violência, busque ajuda e faça uma denúncia. Ligue para o 180.
O rapper e produtor Sean “Diddy” Combs, conhecido como P. Diddy, está prestes a iniciar seu julgamento em Nova Iorque no dia 5 de maio. Na última segunda-feira (7/4), os advogados de Diddy apresentaram uma petição ao Tribunal Distrital do Sul de Nova Iorque pedindo que as acusações de estupro não sejam consideradas no processo relacionado ao tráfico sexual.
A defesa argumentou que as acusações de agressão sexual, que não foram formalmente apresentadas, representariam uma “interferência indevida” no julgamento, caso fossem discutidas em tribunal. As acusações já formalizadas incluem tráfico sexual, transporte para fins de prostituição e associação criminosa.
Diddy está detido desde 2024, após uma operação policial que resultou em buscas em suas propriedades, e ele afirma ser inocente de todas as acusações que enfrenta.
“Não é aceitável que o governo contamine o julgamento com décadas de sujeira. Não faz sentido apresentar Diddy como um indivíduo maligno que supostamente cometeu os crimes… Isso seria a evidência mais injustamente prejudicial que se poderia apresentar”, afirmam os defensores do rapper.
Recentemente, novas alegações de agressão sexual surgiram contra Diddy, incluindo denúncias de maus tratos a seus funcionários, que relataram jornadas de trabalho extenuantes e pressão para se envolverem em esquemas de tráfico sexual que ele teria organizado por cerca de 20 anos. O rapper continua a se declarar inocente de todas as acusações.