O Atlético estreou na Sul-Americana com um empate sem gols com o Cienciano, no Peru, na noite dessa terça-feira. Jogando em Cusco, a 3400 metros do nível do mar, o Galo até competiu e criou chances, colocou duas bolas na trave, mas foi só.
Em CNTP, seria um resultado ruim, já que o Cienciano é fraquíssimo. Mas lembro bem das minhas aulas de química e da professora explicando que, quando não estamos em Condições Normais de Temperatura e Pressão, muda tudo. Vale pro futebol também.
A bola corre mais, qualquer chute vira uma bomba e, claro, os jogadores têm dificuldades de respirar. Pode puxar na memória aí e tentar encontrar um jogo em que uma equipe brasileira chegou num estádio com muita altitude, colocou o adversário na roda e ganhou com extrema facilidade. Não tem, porque não acontece. É quase outro esporte.
Quando o sorteio dos grupos aconteceu, eu já cravei: o único jogo em que é aceitável perder pontos é o primeiro, na altitude. Perdemos dois, levamos um. Daqui pra frente, nos próximos cinco, o Galo é muito favorito e precisa acumular vitórias pra classificar sem sustos.
Sobre desempenhos individuais, se destacaram Lyanco, Saravia e Caio, ao meu ver. Sobre os destaques negativos, vou poupá-lo de críticas porque, como eu disse no subtítulo deste texto, meu pano está pronto pra ser passado em jogos nessas condições.
Vamos, Galo! Saudações.
Pra altitude, um pontinho está de bom tamanho




