Heath Ledger (1979 – 2008) deixou uma marca indelével na história do cinema contemporâneo, mesmo com uma carreira que durou pouco mais de uma década. Um ano antes de seu falecimento, o ator revelou em um livro qual filme ocupava o primeiro lugar em seu coração.
O que ocorreu
Apesar de seu talento notável desde jovem, Ledger cresceu em um lar onde o acesso a filmes era limitado, devido à rigidez de seus pais em relação ao conteúdo audiovisual. Entretanto, uma obra, em particular, deixou uma forte impressão em sua infância. “Preciso mencionar O Mágico de Oz. Eu assisti a esse filme umas dez vezes quando era criança”, confidenciou o ator. Essa revelação está registrada na obra “You Gotta See This: More Than 100 of Hollywood’s Best Reveal and Discuss Their Favorite Films”, de Cindy Pearlman.
Ledger destacou que o clássico de 1939 tinha um significado especial em sua formação. “Era o único filme que meus pais permitiam que eu visse quando pequeno.” Ele sintetizou sua admiração com uma frase simples: “Eu simplesmente amo a magia desse filme.”
No icônico “O Mágico de Oz”, lançado em 1939, Dorothy (Judy Garland) é levada por um tornado do Kansas para a terra de Oz. Lá, ela se torna o alvo da Bruxa Má do Oeste (Margaret Hamilton) e busca a ajuda do Mágico para retornar para casa. Em sua jornada, ela faz amigos: o Espantalho (Ray Bolger), o Homem de Lata (Jack Haley) e o Leão Covarde (Bert Lahr). A direção é de Victor Fleming, King Vidor e George Cukor. O filme está disponível no HBO Max e no Telecine.
Trajetória de Heath Ledger
O papel que o lançou ao estrelato aconteceu em 1999, na comédia romântica “10 Coisas que Eu Odeio em Você”. O carisma do ator australiano rapidamente chamou a atenção de diretores e produtores. A partir desse ponto, Ledger se aventurou em diversos gêneros.
Ele participou de romances, dramas, produções independentes e projetos mais arrojados. Sua interpretação como Ennis Del Mar em “O Segredo de Brokeback Mountain” lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, sendo lembrada por sua intensidade e vulnerabilidade.
O auge de sua carreira veio em 2008, quando interpretou o Coringa em “Batman: O Cavaleiro das Trevas”. Segundo críticos, Ledger reinventou o personagem, criando uma figura caótica, inquietante e imprevisível.
Em 2009, recebeu postumamente o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, um reconhecimento que veio após sua morte aos 28 anos.