Quarenta anos após Marty McFly ter acelerado o DeLorean em direção a 1955, Michael J. Fox ainda se emociona ao refletir sobre o legado duradouro de “De Volta para o Futuro”. Em uma conversa com o Good Morning America, o ator revelou suas crenças sobre o motivo pelo qual o filme permanece relevante nos dias atuais.
Fox, que se tornou um ícone da década de 1980 por seu papel no filme, comentou que o verdadeiro elemento que impulsiona o sucesso da obra não é apenas a viagem no tempo, mas sim a conexão emocional que as pessoas ainda sentem com sua mensagem. Para ele, a narrativa criada por Robert Zemeckis continua a ressoar porque aborda temas universais, como o enfrentamento de “valentões” e a luta do indivíduo comum contra forças opressoras.
“É sobre se levantar contra os valentões. Hoje, vivemos em uma sociedade bastante agressiva. E há algo a ser dito sobre ver o herói comum se posicionando contra essas figuras. As pessoas se identificam com isso”, afirmou Michael J. Fox.
Além disso, a jornada de Marty e Doc Brown também explora relacionamentos familiares, amizade e a busca por corrigir erros do passado — questões que continuam a tocar diferentes gerações.
Lançado em 1985 com um orçamento de 19 milhões de dólares, o filme arrecadou quase 389 milhões, se consolidando como o maior sucesso de bilheteira do ano. Esse fenômeno gerou duas sequências, uma série animada, um musical na Broadway, jogos, brinquedos de parque temático e inúmeras referências na cultura pop.
Entretanto, para Fox, a verdadeira recompensa vai além dos números; está na afeição do público. Ele acredita que o carinho dos fãs “devolveu a vida” a ele — uma relação simbiótica entre o artista e o público, que se manteve forte mesmo após seu diagnóstico de Parkinson aos 29 anos.
“Por 30, 40 anos, eles me proporcionaram algo incrível. Eles me deram minha vida de volta. Me deram a alegria no que faço, e serei eternamente grato a todos por isso”, compartilhou Michael J. Fox.
Desde então, o ator tem se reinventado. Após períodos de pausa e retorno, ele conquistou papéis memoráveis em “Doc Hollywood”, “The American President”, “Family Ties” e “Spin City”, além de ter dublado personagens adorados como Stuart Little e Milo Thatch, de “Atlantis: O Império Perdido”.
Em suas memórias lançadas em 2020, intituladas “No Time Like the Future”, Fox reconhece que já deixou os longos dias de filmagens e roteiros extensos para trás. Contudo, ele não abandonou completamente a atuação: seu retorno está previsto para a terceira temporada de “Falando a Real”, uma série da Apple TV+, marcando sua primeira aparição desde “The Good Fight”, em 2020.