Renato Machado, um dos mais reconhecidos profissionais do telejornalismo no Brasil, faleceu hoje, aos 83 anos, deixando um legado significativo tanto na comunicação quanto nas artes cênicas. Antes de se destacar como jornalista, Renato teve uma carreira inicial nas artes, atuando como ator e dublador.
Renato Machado deu seus primeiros passos no meio artístico ao integrar o renomado Teatro Oficina, em São Paulo, um dos grupos teatrais mais influentes do país. Durante sua juventude, ele participou de montagens de obras clássicas, incluindo “A Tempestade”, de William Shakespeare, e “Antígona”. Sua experiência nos palcos não apenas moldou sua trajetória artística, mas também o aproximou de outros grandes nomes da televisão brasileira.
Além de sua atuação no teatro, Renato também teve passagens pela televisão, onde atuou em produções da TV Globo. Ele fez parte do elenco da novela “Rosinha do Sobrado”, que estreou em 1965 e é considerada a primeira novela das 7 da emissora. No mesmo ano, participou de “A Moreninha”. Sua carreira na TV continuou com a participação em “Sangue do Meu Sangue”, da extinta TV Excelsior, em 1969. Apesar de seus papéis na televisão terem sido menores, a experiência contribuiu para seu desenvolvimento como comunicador.
Em 2012, em uma entrevista ao “Programa do Jô”, a atriz Regina Duarte recordou a convivência com Renato durante o tempo em que ambos atuaram. Ela destacou sua inteligência e cultura, afirmando que ele era uma pessoa articulada e agradável. Renato também fez questão de relembrar sua ligação com o teatro, compartilhando uma foto ao lado do humorista Jô Soares durante um ensaio da peça “Romeu e Julieta”. Na postagem, feita após a morte de Jô, ele expressou sua saudade, mencionando a direção que recebeu do amigo na cena de Mercúcio.
Carreira no Telejornalismo
Renato Machado construiu uma carreira sólida e respeitada no telejornalismo, especialmente na TV Globo, onde trabalhou por mais de quatro décadas. Ele se destacou como apresentador do “Jornal da Globo” e do “RJTV”, além de ter integrado a bancada do “Jornal Nacional”. Sua atuação como correspondente internacional e repórter especial também foi marcante. Entre 1996 e 2010, Renato assumiu a função de apresentador e editor-chefe do “Bom Dia Brasil”, consolidando sua presença na televisão brasileira.
Morte e Legado
O jornalista faleceu na manhã de hoje na Clínica São Vicente, localizada na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Em nota, a clínica lamentou a perda de Renato Machado e expressou suas condolências à família. O falecimento de Renato marca o fim de uma era para o telejornalismo brasileiro, que perde um de seus mais respeitados profissionais, conhecido por sua dedicação e contribuição ao campo da comunicação.