Em participação no podcast “Grande Surto”, a apresentadora Fernanda Paes Leme compartilhou suas experiências e reflexões sobre a vida sexual após a separação do ex-parceiro Victor Sampaio, ocorrida em janeiro de 2025. Fernanda revelou que a sua vida amorosa e o desejo sexual mudaram significativamente desde o término e que não sente a necessidade de compensar o tempo de solteirice.
Aos 43 anos, mãe e com uma rotina intensa de trabalho, a apresentadora comentou sobre como esses fatores influenciam sua abordagem em relação ao desejo e à vida amorosa. “Sou mãe, separada, trabalho muito e tenho diversas responsabilidades, como a educação da minha filha e o meu podcast. No meio disso tudo, espero que ainda exista uma mulher dentro de mim”, disse Fernanda, destacando a complexidade de equilibrar a maternidade e as obrigações profissionais.
Fernanda revelou que, desde a separação, teve poucos relacionamentos, sendo que pode contar suas experiências amorosas em “uma mão só”. Ela refletiu sobre a pressão social que existe, especialmente entre amigas, que muitas vezes esperam que uma mulher solteira busque compensar a ausência de um relacionamento. “Há uma expectativa de que, ao se separar, você precisa sair e se envolver com várias pessoas, como se tivesse que viver uma adolescência atrasada”, afirmou.
A apresentadora também criticou a cobrança que muitas mulheres enfrentam para estarem sempre disponíveis para o desejo. “Os desejos têm fases. Há momentos em que eles se manifestam intensamente e outros em que ficam em silêncio. Nenhuma dessas fases é um problema”, avaliou. Fernanda argumentou que a pressão social frequentemente ignora o cansaço e a sobrecarga que muitas mulheres enfrentam, criando uma cultura que valoriza a recuperação do desejo, mas muitas vezes desconsidera o direito de não sentir desejo algum. “Parece que existe uma obrigação de estar sempre disponível para amar, transar ou conhecer alguém, mas, às vezes, simplesmente estamos cansadas”, explicou.
Ao discutir o conceito de liberdade, Fernanda enfatizou que não mede sua autonomia pela quantidade de relacionamentos. “A liberdade não é medida pelo número de histórias que acumulamos, mas pela capacidade de nos escolhermos, de dizermos ‘sim’ ou ‘não’, de não estarmos em busca de ninguém ou de tudo ao mesmo tempo”, afirmou, revelando que atualmente está em um momento de introspecção.
Fernanda também desmistificou a ideia de que pessoas solteiras vivem um “carnaval permanente” e que casais abandonam a vida sexual. “Essa crença de que os casados param de transar ou que os solteiros têm uma vida sexual ativa é uma ilusão”, comentou. Ela recordou o período pós-quarentena e o início da maternidade, quando não se sentia pronta para retomar a vida sexual. “Meu corpo e minha mente não estavam prontos para isso. Eu estava passando por uma transformação intensa, amamentando e aprendendo a ser mãe”, relatou.
Por fim, a apresentadora defendeu que cada fase da vida deve ser vivida sem culpa e sem a pressão de atender às expectativas alheias. “O oposto do desejo não é a falta de sexo, mas a falta de vida”, concluiu, ressaltando a importância de respeitar os próprios sentimentos e ritmos.