A cantora Marina Lima, aos 70 anos, compartilhou em uma entrevista recente que utiliza a maconha há mais de cinco décadas, considerando a substância uma aliada em seu processo criativo. A declaração foi feita à revista Breeza, que se dedica ao universo da cannabis.
Na conversa, Marina detalhou sua relação com a maconha e como ela influenciou sua carreira musical, especialmente em colaboração com seu irmão, o poeta Antonio Cicero, que faleceu em 2024. A artista revelou que começou a fumar maconha há cerca de 55 anos e, até hoje, se sente saudável e sem doenças, atribuindo isso ao uso controlado da substância. “Estou com 70 anos e, há mais ou menos 55, eu fumo maconha, e acho que eu estou indo bem. Não tenho nenhuma doença, estou bem de saúde e sempre usei doses que eu sentia que meu organismo absorvia para o que eu precisava”, afirmou.
Marina, conhecida por clássicos como “Fullgás” e “À francesa”, afirmou que todas as suas composições foram feitas sob o efeito da cannabis. “Todas as músicas que compus, desde o começo, foi sob o efeito de maconha. Tudo. Desde o primeiro disco profissional, a gente compôs sempre com um pretexto de criar histórias e músicas para mandar recado para o mundo. E se divertir”, disse a cantora, enfatizando a importância da maconha em sua trajetória artística.
A artista também refletiu sobre a colaboração com seu irmão, ressaltando que, embora ambos compartilhassem o mesmo objetivo criativo, suas relações com a substância eram diferentes. “Era divertido ganhar dinheiro fazendo aquilo. Ele com o talento de poeta, eu com o meu talento musical. Depois de um tempo, eu vi que a cannabis me ajudava a soltar a mente musicalmente. Mas, para ele, era mais um uísque”, explicou.
Em relação ao seu uso pessoal, Marina Lima declarou que faz um uso moderado da maconha, ajustando a quantidade conforme suas necessidades criativas. “Um cigarro de cannabis para mim dura um dia inteiro. Doso, faço as coisas, e é maravilhoso. Se eu for mergulhar fundo em alguma questão, por exemplo, uma música, escrever um texto, uma coisa que eu tenha que criar muito, se eu sentir que meio que estagnei, eu talvez fume um pouco mais de cannabis”, finalizou.
A revelação de Marina Lima não apenas destaca sua longa relação com a maconha, mas também provoca uma reflexão sobre o papel das substâncias psicoativas na criatividade artística, levantando questões sobre saúde, bem-estar e a busca por inspiração no campo da música. A artista continua a ser uma voz importante na cena musical brasileira, e suas declarações podem influenciar discussões sobre o uso responsável da cannabis na sociedade contemporânea.