Emma Heming Willis, esposa de Bruce Willis, fez um novo desabafo sobre a condição de saúde do ator, diagnosticado com demência frontotemporal em 2023. Em um texto divulgado em seu site oficial nesta terça-feira (23/12), ela falou sobre como a doença do marido tem impactado as celebrações familiares, especialmente durante as festividades de fim de ano.
Segundo Emma, Bruce, conhecido por seu papel na série de filmes “Duro de Matar”, sempre foi o responsável por animar as reuniões familiares: “Ele adorava essa época do ano, a energia, os momentos em família, as tradições. Ele era quem preparava as panquecas, levava as crianças para brincar na neve e sua presença era constante enquanto o dia transcorria. Havia conforto na rotina, na certeza de como o dia se desenrolaria”.
Com a nova realidade, a família de Bruce Willis, que atualmente tem 70 anos, teve que se adaptar: “As tradições que antes pareciam automáticas agora exigem muito planejamento. Momentos que antes traziam uma alegria simples agora estão imbuídos de uma sensação de luto. Eu sei porque estou vivenciando isso”.
Emma compartilhou que, embora Bruce esteja vivo, a família lida com o luto pela perda de suas memórias e costumes: “É fundamental reconhecer que o luto é permitido. Ele não se restringe apenas à morte. Surge também das mudanças e perdas ambíguas que são familiares para quem cuida. O luto aparece quando percebemos que as coisas não serão mais como eram, quando notamos a ausência de rotinas, conversas ou papéis que antes eram tão naturais que nunca pensamos que deixariam de existir”.
“O luto durante as festas pode manifestar-se de maneiras inesperadas. Pode surgir ao desempacotar as decorações, ao embrulhar presentes ou ao ouvir uma canção conhecida. Ele pode surpreender em meio a uma sala lotada ou naquele momento silencioso quando todos já foram dormir […] Ele me ensinou muito, mas mesmo assim, me sinto incomodada com mais um lembrete de como tudo mudou,” afirmou.
Apesar das dificuldades, Emma ressalta a importância de adaptar a rotina familiar para promover o bem-estar de Bruce: “Por muito tempo, tentei manter as festividades exatamente como eram, acreditando que isso nos protegeria do que estava acontecendo. Hoje, compreendo que flexibilidade não significa desistir. É uma forma de adaptação. É optar pela compaixão e pela realidade em vez da perfeição. O significado não reside na grandiosidade da celebração, mas na presença”.
“Há um equívoco de que, se as festas não forem mais como antes, elas se tornam vazias. Isso não é verdade. O significado não depende da permanência das tradições. Ele surge da conexão. Neste final de ano, nossa família ainda vai trocar presentes e se reunir à mesa para o café da manhã. Ao invés de Bruce preparar nossas panquecas favoritas, eu assumirei essa tarefa. A receita continua sendo um segredo da família. Assistiremos a um filme, haverá risadas e abraços, e provavelmente algumas lágrimas, pois é possível experimentar o luto e, ao mesmo tempo, acolher a alegria. A alegria não anula a tristeza. A tristeza não anula a alegria. Elas coexistem”, concluiu Emma.