Na segunda noite do Folianópolis, o cantor Saulo Fernandes, de 48 anos, compartilhou como tem enfrentado a dor da morte de sua mãe, Estela Fernandes de Oliveira, que faleceu no mês passado em Salvador, aos 77 anos.
Antes de sua apresentação, Saulo conversou com a equipe do Splash e revelou que a música tem sido um porto seguro durante seu período de luto. “Ainda estou navegando por isso. Tenho dito que estou imerso em um vazio. Há momentos em que me sinto pleno, cantando. Porém, quando a música chega ao fim, uma tristeza me invade e retorno a esse vazio”, explicou.
Desde jovem, a música sempre foi seu refúgio. “Eu sou uma pessoa tímida, com baixa autoestima. Comecei a cantar profissionalmente aos 13 anos e, desde então, a música tem sido minha salvação. É a minha companheira, junto com minha mãe e minha irmã; tudo que é significativo para mim está ligado a ela. Enquanto estou cantando, não sinto esse vazio, mas quando deixo o palco, confesso que é como estar em uma montanha-russa.”
Ao ser questionado sobre o que perturba sua paz interior, Saulo mencionou que sente “as dores do mundo” e que isso o afeta rapidamente. “Assistir às notícias me desestabiliza um pouco. A busca pela paz é sempre um desafio, sabe? Procuro essa paz como se fosse algo tangível.”
Saulo também refletiu sobre suas motivações artísticas e a força derivada de seu talento e gratidão. “Acredito no dom. Ser músico e compor é uma conexão direta com Deus. Minha motivação é honrar esse dom e escrever músicas diariamente, como faço.”
No espírito de pré-Carnaval, o artista comentou sobre a tendência de seus colegas em antecipar músicas para 2026, mas destacou que seu processo é diferente. “[Folianópolis] é um ótimo termômetro. É um Carnaval maravilhoso, realizado apenas por artistas baianos, e é um momento perfeito para testar novas canções. No meu caso, prefiro um ritmo mais cadenciado. Estou focado em produzir meus álbuns e gosto de visualizar minha prateleira. Estou trabalhando na continuação do disco ‘É a Bahia’, e hoje vou tocar algumas faixas, mas não para testá-las, e sim para que possamos apreciá-las ainda mais.”
*Repórter participou do evento a convite dos organizadores.