Nesta quinta-feira (19/3), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, reafirmou que a entidade não possui poder para intervir em disputas geopolíticas. Ele defendeu a continuidade do cronograma da Copa do Mundo de 2026, mesmo com o aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Durante uma reunião do Conselho da Fifa, realizada virtualmente a partir de sua sede em Zurique, Infantino enfatizou a postura neutra da organização em relação a questões políticas internacionais.
A declaração ocorre em um momento crítico para o torneio, que acontecerá em três países: Estados Unidos, México e Canadá, com início previsto para junho deste ano. Autoridades iranianas, incluindo o presidente da federação local, Mehdi Taj, expressaram preocupações sobre a participação da seleção em jogos nos EUA devido ao conflito armado que começou em 28 de fevereiro de 2026, envolvendo ataques dos Estados Unidos e Israel a alvos no Irã.
O governo iraniano chegou a solicitar a mudança dos jogos para o México, mas a Fifa negou essa possibilidade, reafirmando que o planejamento original se mantém. Infantino destacou que a entidade espera que “a Copa do Mundo prossiga conforme programado” e reiterou que o calendário anunciado em dezembro continua em vigor, com esforços sendo feitos para garantir a presença de todas as seleções classificadas.
A edição de 2026 marcará a primeira vez que 48 seleções participarão do torneio, ampliando o formato tradicional e representando um dos maiores eventos esportivos da história. Com a proximidade do torneio – a cerca de 84 dias de sua abertura – a pressão sobre a Fifa aumenta para garantir a realização do evento de forma segura e inclusiva.