O sucesso do Cruzeiro na temporada de 2026 está diretamente ligado ao desempenho dos jogadores e, mais significativamente, à performance dos diversos setores do time. Um dos pontos cruciais foi a defesa, que passou por uma transformação importante no primeiro semestre.
A jornada celeste iniciou-se com a volta de um reforço significativo para a zaga. Fabrício, formado na Toca, retornou ao Cruzeiro após um intervalo de seis anos, período em que se destacou atuando pelo Red Bull Bragantino e Flamengo, onde ganhou espaço na seleção brasileira.
Como era esperado, o jogador, com a camisa 15, rapidamente se tornou titular, formando a dupla defensiva com João Marcelo, que havia se destacado em 2024. No entanto, uma lesão de João abriu espaço para Lucas Villalba e Jonathan Jesus, que eram os reservas, mas tiveram que enfrentar a concorrência de Mateo Gamarra, que não conseguiu se firmar.
A dupla de zaga de Fabrício enfrentou um período de incertezas até abril, quando o técnico Leonardo Jardim chegou ao clube. No jogo que muitos consideram ser a grande “virada de chave” da equipe no ano, ele optou por Villalba como titular. Na partida contra o São Paulo, no Morumbi, pelo Brasileirão, o argentino deu início a uma trajetória sólida como um dos pilares da defesa cruzeirense.
Em entrevista ao O TEMPO Sports, o camisa 25 compartilhou que encarou essa oportunidade como uma chance única em sua carreira. Ele comentou sobre a ansiedade e o nervosismo que enfrentou durante a semana que antecedeu o jogo, especialmente após a frustração pela final da Copa Sul-Americana de 2024. “Eu disse a Fabrício: ‘Vamos começar do zero, fazer o básico e proteger nosso gol. Depois, vamos conquistando confiança'”, relatou. Ele acredita que aquele jogo foi o ponto de partida para um novo Cruzeiro, que se firmou em triunfos e confiança.
Contando com o apoio do goleiro Cássio, que estava em uma fase excelente e reconquistou a torcida, a defesa do Cruzeiro se consolidou como uma das mais eficazes do Brasil. O time terminou a Série A em 3º lugar, sendo a segunda defesa menos vazada, com apenas 31 gols sofridos em 38 jogos, superado apenas pelo Flamengo, campeão, que sofreu 27.
Além da dupla titular, a defesa do Cruzeiro contou com a colaboração de jogadores como o lateral-esquerdo Kaiki Bruno e os laterais-direitos Fagner e William. No meio-campo, a proteção da área estava sob a responsabilidade do volante Lucas Romero.