O Atlético Mineiro será levado a julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na próxima segunda-feira, dia 10 de novembro, devido a cânticos homofóbicos, lançamento de objetos em campo e atraso no reinício da partida durante o clássico contra o Cruzeiro. O confronto ocorreu na Arena MRV, no dia 27 de agosto, e foi o jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, com a presença de torcida única.
Segundo o relatório da arbitragem, os gritos de teor homofóbico foram registrados no final do primeiro tempo, especialmente quando o goleiro Cássio realizou um tiro de meta e uma cobrança de falta na área.
“Informamos que, aos 45 minutos e 1 e 2 segundos do primeiro tempo, identificamos gritos homofóbicos emitidos pela torcida da casa, direcionados à equipe visitante. Além disso, durante o intervalo, o sistema de som do estádio veiculou uma mensagem contra os cânticos homofóbicos, os quais não se repetiram na segunda metade do jogo”, destacou o árbitro.
De acordo com o edital de citação e intimação do STJD, o Atlético também será responsabilizado por outras duas infrações: o atraso no retorno do segundo tempo e o arremesso de objetos no campo. O árbitro Abatti Abel registrou ambas as ocorrências em sua súmula.
Em relação ao atraso, ele mencionou que a preparação da partida não foi prejudicada. Quanto ao objeto lançado, ele relatou: “Um cigarro eletrônico foi arremessado pela torcida da casa em direção ao campo, mas não atingiu ninguém.”
As penalidades para o atraso na partida, conforme estipulado no artigo 206 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), podem resultar em multas que variam de R$ 100 a R$ 1.000 por minuto de atraso. Em situações mais graves, como em rodadas decisivas de campeonatos por pontos corridos, a multa pode ser aumentada, chegando a até R$ 100 mil.
Em relação aos cânticos homofóbicos, as sanções podem incluir suspensão de 120 a 360 dias, além de uma multa que pode oscilar entre R$ 100 e R$ 100.000. Para o lançamento de objetos em campo, o Atlético pode ser multado de R$ 100 a R$ 100.000 e, em casos mais severos, pode até perder o mando de campo.