O Atlético se prepara para entrar em campo às 19h30 desta quinta-feira (11/9) para enfrentar o Cruzeiro na partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Depois de sofrer uma derrota por 2 a 0 no jogo de ida, o Galo precisará ativar seu espírito de superação para avançar, podendo se inspirar em sua trajetória na competição, onde já conseguiu reverter resultados em 12 ocasiões.
Junto com o Vitória, o Atlético é um dos clubes que mais disputou a Copa do Brasil, acumulando um vasto histórico e diversas partidas em que precisou recuperar desvantagens após perder o primeiro jogo. Ao todo, o time alvinegro enfrentou 30 confrontos eliminatórios na competição, tendo revertido a situação em 12 deles, o que representa 40% das tentativas.
A primeira virada do Galo ocorreu em 1994, quando perdeu por 2 a 1 para o Remo no primeiro confronto e ganhou por 2 a 0 no segundo. A mais recente aconteceu em 2017, quando foi derrotado pelo Paraná por 3 a 2 na ida e venceu por 2 a 0 na volta.
Entre as reviravoltas mais memoráveis está o ano de 2014, quando o Atlético conquistou seu primeiro título na competição. Naquele ano, o time perdeu o jogo de ida das quartas e semifinais para Corinthians e Flamengo, respectivamente, ambos por 2 a 0. Em ambas as situações, o Galo conseguiu se recuperar na volta, goleando por 4 a 1, mesmo após sair atrás no placar. Na final, o clube venceu o Cruzeiro em ambas as partidas e se sagrou campeão.
As viradas de 2014 foram as últimas em que o Atlético reverteu uma diferença superior a dois gols na Copa do Brasil, algo que precisa fazer novamente nesta quinta-feira. Outras reviravoltas significativas ocorreram em 2009 contra o Vitória (0x3 e 3×0, passando nos pênaltis), em 2006 contra o Fortaleza (0x2 e 3×1, classificando pelo gol fora) e em 2004 contra o Catuense (2×4 e 5×1).
Além das 12 viradas, o Atlético também teve três oportunidades de reverter derrotas na ida, uma delas contra o próprio Cruzeiro, nas quartas de final de 2019, quando perdeu por 3 a 0 na ida e venceu por 2 a 0 na volta. O Galo enfrentou a situação de perder ambas as partidas em cinco ocasiões, sendo a mais recente na final de 2024 contra o Flamengo (1×3 e 0x1).
*Anos em destaque:*
– 2024: Flamengo na final – 1×3 e 0x1
– 2019: Cruzeiro nas quartas – 0x3 e 2×0
– 2017: Paraná nas oitavas: 2×3 e 2×0
– 2016: Grêmio na final – 1×3 e 1×1
– 2014: Corinthians nas quartas – 0x2 e 4×1
– 2014: Flamengo nas semis – 0x2 e 4×1
– 2013: Botafogo nas oitavas – 2×4 e 2×2
– 2012: Goiás nas oitavas – 0x2 e 2×1
– 2011: Grêmio Prudente nas oitavas – 1×2 e 0x0
– 2010: Chapecoense na 2ª fase – 0x1 e 6×0
– 2009: Vitória nas oitavas – 0x3 e 3×0 (Pênaltis)
– 2008: Náutico nas oitavas: 2×3 e 1×0 (Gol fora)
– 2006: Mineiros na 2ª fase: 2×3 e 4×1
– 2006: Fortaleza nas oitavas: 0x2 e 3×1 (gol fora)
– 2006: Flamengo nas quartas: 1×4 e 0x0
– 2004: Catuense na 1ª fase: 2×4 e 5×1
– 2004: Santo André na 2ª fase: 0x3 e 2×0
– 2003: Sport nas quartas: 0x4 e 3×1
– 2002: Juventude-MT na 1ª fase: 1×2 e 2×0
– 2002: Sport na 2ª fase: 1×2 e 3×0
– 2002: Brasiliense nas semis: 0x3 e 1×2
– 2001: Goiás na 2ª fase: 1×3 e 2×2
– 2000: São Paulo nas semis: 0x3 e 3×3
– 1998: Paraná nas oitavas: 0x1 e 1×1
– 1997: Corinthians nas oitavas: 0x1 e 1×1
– 1996: Palmeiras nas oitavas: 1×2 e 0x5
– 1994: Remo nas oitavas: 1×2 e 2×0
– 1994: Vasco nas quartas: 1×3 e 3×4
– 1991: Criciúma nas oitavas: 0x1 e 0x1
– 1989: Goiás nas quartas: 0x3 e 2×0
*Os confrontos destacados em negrito são aqueles onde o Atlético conseguiu a virada e se classificou.*