A chegada de Gabigol ao Cruzeiro foi marcada por uma venda expressiva de camisas, uma apresentação repleta de glamour e um Mineirão lotado, com torcedores em clima de euforia. O atacante, considerado uma estrela, tinha sua presença como indispensável no time da Raposa em 2025, após passagens por clubes renomados como Santos, Inter de Milão e Flamengo. No entanto, o desenrolar da temporada trouxe mudanças, e, apesar de sua relevância para o técnico Leonardo Jardim, Gabigol distanciou-se do papel de protagonista que muitos esperavam.
Após perder os dois primeiros jogos do Campeonato Mineiro, Gabigol conquistou a titularidade com o então treinador Fernando Diniz, que foi demitido após a terceira rodada para dar lugar a Wesley Carvalho. O interino manteve Gabigol no ataque, mas a chegada de Leonardo Jardim trouxe uma nova dinâmica ao time.
Inicialmente, o português manteve o atacante entre os titulares. Contudo, com o desempenho da equipe aquém do esperado, ele optou por alterar a formação, resultando na saída de Gabigol da equipe principal a partir do confronto contra o São Paulo, na terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Desde então, o jogador tem visto seu tempo de jogo reduzido, apesar de ser frequentemente chamado a partir do banco de reservas.
Sob a liderança de Jardim, o Cruzeiro disputou 23 partidas, nas quais Gabigol iniciou como titular em apenas 11, o que representa menos da metade. Em duas dessas ocasiões, o técnico optou por escalar um time alternativo, poupando os jogadores principais. Em quatro partidas, o atacante nem chegou a entrar em campo, enquanto em outras oito, ele participou, muitas vezes em momentos tardios, com quatro dessas entradas ocorrendo após os 25 minutos do segundo tempo.
Considerando que o Cruzeiro jogou mais de 2.070 minutos sob o comando de Jardim, Gabigol teve apenas 986 minutos em campo, correspondendo a 47,6% do total. Além de seu status, sua função e posição também mudaram; tradicionalmente um centroavante, ele tem atuado mais recuado, aproximando-se do papel de segundo atacante ou armador.
Desde a chegada de Jardim, Gabigol já contabiliza quatro assistências, mas marcou apenas dois gols, uma queda significativa em relação aos sete gols que fez antes da chegada do novo técnico.