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O que aconteceu com Ali Daei, a icônica estrela iraniana do Bayern?

Ali Daei se destaca como uma figura emblemática do futebol asiático. Nascido em Ardabil, Irã, o ex-atacante ganhou notoriedade mundial ao se tornar o primeiro jogador a anotar mais de 100 gols por uma seleção nacional. Com um impressionante total de 109 gols em 148 partidas, Daei foi o maior artilheiro da história do futebol internacional por vários anos, até ser superado por Cristiano Ronaldo em 2021 e por Lionel Messi em 2024. Durante muito tempo, seu nome figurou entre os melhores no ranking da FIFA e na IFFHS, sendo amplamente reverenciado como um ícone do futebol asiático. Vamos explorar o que Ali Daei tem feito atualmente.

A trajetória no futebol de Daei
Reconhecido por sua estatura imponente, inteligência tática e notável habilidade em jogadas aéreas, Daei, com seus 1,89m, se tornava praticamente imbatível nas jogadas de cabeça. Sua qualidade técnica era acompanhada de uma consistência notável: ele marcou gols em partidas oficiais durante quase duas décadas, mantendo uma média altíssima por temporada.

Sua carreira internacional começou em 1993, quando rapidamente se tornou um pilar da seleção iraniana. Ele foi o protagonista nas Eliminatórias e Copas Asiáticas, levando o Irã a resultados significativos, incluindo uma impressionante atuação com quatro gols em uma única partida contra a Coreia do Sul na Copa da Ásia de 1996. Com o tempo, Daei assumiu o papel de capitão e se tornou um símbolo nacional. Em 2004, ele alcançou a marca histórica de 100 gols por seleções ao marcar quatro gols contra Laos.

Na Europa, Daei viveu seu auge entre 1997 e 2002. Após uma passagem pelo Al Sadd, do Catar, ele se transferiu para a Alemanha, onde jogou por Arminia Bielefeld, Bayern de Munique e Hertha Berlin. No Bayern, conquistou a Bundesliga 1998–99 e participou da campanha vice-campeã da UEFA Champions League, embora tenha tido oportunidades limitadas. No Hertha, ele teve um desempenho excepcional, tornando-se o primeiro jogador asiático a marcar na Liga dos Campeões da UEFA, com gols contra Chelsea e Milan, inclusive no San Siro.

Após sua passagem pelo futebol europeu, Daei ainda teve uma breve experiência nos Emirados Árabes e retornou ao Irã, onde encerrou sua carreira como jogador e iniciou sua trajetória como técnico. Sua última atuação como atleta foi no Saipa, clube onde também começou sua carreira de treinador. Ele se destacou ao conquistar o campeonato iraniano na temporada 2006–07 e, em seguida, assumiu a seleção nacional do Irã.

Clubes que marcaram a carreira de Ali Daei:

– Esteghlal Ardabil (1987–1989)
– Taxirani (1989–1990)
– Bank Tejarat (1990–1994) – 49 gols em 75 jogos
– Persepolis (1994–1996 e 2003–2004) – figura icônica no clube
– Al Sadd (Catar) (1996–1997) – 10 gols em 16 jogos
– Arminia Bielefeld (Alemanha) (1997–1998) – 7 gols em 25 jogos
– Bayern de Munique (Alemanha) (1998–1999) – 6 gols em 23 jogos
– Hertha BSC (Alemanha) (1999–2002) – 6 gols em 59 jogos, destaque na Champions League
– Al Shabab (Emirados Árabes) (2002–2003) – 11 gols em 21 jogos
– Saba Battery (2004–2006) – campeão da Hazfi Cup
– Saipa (2006–2007) – onde encerrou sua carreira como jogador e começou como técnico

Após se aposentar, Daei consolidou sua carreira na área técnica. Além do título com o Saipa, ele conquistou duas Copas Hazfi com o Persepolis e dirigiu clubes como Rah Ahan, Saba Qom e Naft Tehran, onde foi campeão da Copa nacional em 2016–17. Ele também teve uma passagem pela seleção iraniana entre 2008 e 2009, onde obteve resultados satisfatórios, apesar da pressão e das críticas.

Simultaneamente à sua carreira no futebol, Daei explorou sua veia empreendedora. Fundou a Daei Sportswear, uma marca focada em material esportivo, e se envolveu em iniciativas sociais e comerciais, atuando como embaixador de causas humanitárias. Participou de campanhas com a UNICEF e recebeu o título de Lenda da IFFHS em 2016, além de ser incluído no Hall da Fama do Futebol Asiático.

Nos últimos anos, Ali Daei adotou uma postura mais reservada. Após enfrentar repressão política e ameaças devido ao seu apoio aos protestos no Irã em 2022, ele se afastou dos holofotes. Em 2023, recusou convites para participar da Copa do Mundo do Catar como forma de protesto. No entanto, seu legado continua a reverberar entre os grandes nomes do futebol mundial.

Ali Daei é muito mais do que números e troféus; ele representa um símbolo de orgulho nacional, inovação no futebol asiático e respeito internacional. Mesmo após perder o título de maior goleador para Ronaldo e Messi, sua história é única, e seu legado permanece uma fonte de inspiração para milhões de pessoas.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade