O falecimento do Papa Francisco, aos 88 anos, gerou um período de luto oficial em diversas nações e instituições nesta segunda-feira (21/4). O primeiro pontífice latino-americano liderou a Igreja Católica por quase 12 anos e, ao longo desse tempo, fez várias declarações que geraram controvérsias e marcaram sua gestão. Vamos relembrar alguns momentos!
Em maio do ano passado, o líder da Igreja Católica pediu desculpas por usar expressões consideradas homofóbicas durante uma reunião privada com bispos, onde teria afirmado que “há muita viadagem nos seminários”. O Vaticano emitiu um comunicado ressaltando que o papa “nunca teve a intenção de ofender ou de se expressar de forma homofóbica, e pede desculpas a quem se sentiu ofendido pelo uso do termo, que foi mencionado por outros”.
No mês seguinte, em junho, o papa voltou a gerar polêmica ao repetir o termo “frociaggine”, que é visto como ofensivo aos homossexuais e pode ser traduzido como “bicha” ou “viado”. Sua declaração, feita em uma reunião com bispos, provocou reações imediatas de grupos de defesa dos direitos LGBTQIAPN+ e de setores mais progressistas dentro da Igreja.
Meses depois, em setembro de 2024, ele expressou sua opinião sobre a alta taxa de natalidade na Indonésia durante uma conversa com o presidente do país, dizendo: “No seu país, as pessoas têm três, quatro ou cinco filhos, isso é um exemplo para todos os países, enquanto alguns preferem ter apenas um gato ou um cachorrinho. Isso não pode dar certo”, afirmou Francisco.
Desde o início de seu papado, ele enviou uma mensagem clara sobre seu desejo de uma Igreja mais comprometida com os necessitados: “Como eu gostaria de uma Igreja pobre… e para os pobres”.
Em julho de 2013, após sua visita ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, o papa fez uma de suas declarações mais polêmicas: “Se uma pessoa é gay, busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”.
Um ano depois, em 2014, Francisco revelou que nunca desejou ser papa. Durante um encontro com estudantes católicos da Itália e Albânia, ele foi sincero: “Eu não queria”. O líder da Igreja explicou que assumir o papado não era um desejo pessoal, mas sim uma convocação divina, acrescentando que “uma pessoa que quer se tornar papa não ama a si mesma. E Deus não a abençoa”.