O índice de volatilidade do mercado de ações brasileiro, conhecido como “índice do medo”, atingiu nesta quinta-feira, 1º de novembro, seu terceiro recorde consecutivo na semana, ao superar a marca de 32 pontos. O indicador, que mede as expectativas de oscilações futuras do mercado, fechou em 32,39 pontos, representando um avanço de quase 2% em relação ao dia anterior, quando encerrou a sessão aos 31,67 pontos. Desde o início da semana, o VIX B3 vem apresentando uma tendência de aumento, tendo registrado máximas históricas na segunda-feira, 28 de outubro, ao atingir 31,84 pontos, e na terça-feira, 29 de outubro, ao alcançar 32,06 pontos.
O aumento do índice ocorre em um cenário de elevada incerteza política, com a proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo, 4 de novembro. A expectativa do mercado é pela divulgação de pesquisas, especialmente a do Datafolha, que será divulgada ainda nesta quinta-feira e deve influenciar as estratégias de investidores diante do cenário eleitoral. A volatilidade crescente demonstra o grau de apreensão dos agentes econômicos com os desdobramentos do pleito e suas possíveis implicações para o futuro político e econômico do país.
No cenário internacional, as tensões geopolíticas continuam pressionando os mercados globais. No Oriente Médio, o conflito permanece sem uma resolução à vista, alimentando o temor de uma escalada que possa afetar o mercado de petróleo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a estratégia de “aniquilar o Irã” contribuiu para estabelecer uma “paz no mundo” e reiterou a possibilidade de destruição da República Islâmica caso não seja possível chegar a um acordo diplomático. Essas declarações contribuíram para a alta nos preços do petróleo, com o Brent fechando novamente acima de US$ 100 por barril, refletindo a preocupação global com o abastecimento de energia.
Os contratos futuros de petróleo também mostraram elevação significativa. O Brent, referência internacional, voltou a ser negociado a US$ 100 o barril, enquanto o WTI, para entrega em novembro, fechou com alta de 2,71%, cotado a US$ 92,87 por barril. Esses movimentos no mercado de petróleo ajudam a sustentar o desempenho positivo do Ibovespa, que encerrou a sessão com alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos. Durante o dia, o índice oscilou entre uma máxima de 187.436,73 pontos e uma mínima de 184.767,78 pontos.
O mercado de ações brasileiro também foi impulsionado pelo bom humor nas bolsas de Nova York, especialmente pelas ações da Petrobras, que tiveram desempenho positivo. Além disso, o dólar comercial teve uma valorização de quase 1%, fechando acima de R$ 5,22, refletindo a percepção de maior risco e a busca por proteção por parte dos investidores diante do cenário de incerteza.
O índice de volatilidade da bolsa brasileira, conhecido como VIX, é calculado a partir das opções de compra e venda do Ibovespa e serve como uma medida da expectativa de oscilações para os próximos 30 dias. Popularmente chamado de “índice do medo”, esse indicador é um termômetro do risco percebido pelos investidores e gestores de carteiras, especialmente em momentos de maior instabilidade. Sua escalada nesta semana reforça o clima de apreensão no mercado financeiro brasileiro, influenciado tanto por fatores internos quanto por tensões internacionais que afetam o cenário global.