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Índice de medo da bolsa brasileira atinge novo recorde nesta semana diante de incertezas políticas e internacionais

•Pessoa segura um telefone celular perto de um painel eletrônico que exibe informações sobre as flutuações recentes dos índices de mercado na Bolsa de Valores B3 em São Paulo, Brasil, em 4 de abril de 2025REUTERS/Amanda Perobelli

O índice de volatilidade do mercado de ações brasileiro, conhecido como “índice do medo”, atingiu nesta quinta-feira, 1º de novembro, seu terceiro recorde consecutivo na semana, ao superar a marca de 32 pontos. O indicador, que mede as expectativas de oscilações futuras do mercado, fechou em 32,39 pontos, representando um avanço de quase 2% em relação ao dia anterior, quando encerrou a sessão aos 31,67 pontos. Desde o início da semana, o VIX B3 vem apresentando uma tendência de aumento, tendo registrado máximas históricas na segunda-feira, 28 de outubro, ao atingir 31,84 pontos, e na terça-feira, 29 de outubro, ao alcançar 32,06 pontos.

O aumento do índice ocorre em um cenário de elevada incerteza política, com a proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo, 4 de novembro. A expectativa do mercado é pela divulgação de pesquisas, especialmente a do Datafolha, que será divulgada ainda nesta quinta-feira e deve influenciar as estratégias de investidores diante do cenário eleitoral. A volatilidade crescente demonstra o grau de apreensão dos agentes econômicos com os desdobramentos do pleito e suas possíveis implicações para o futuro político e econômico do país.

No cenário internacional, as tensões geopolíticas continuam pressionando os mercados globais. No Oriente Médio, o conflito permanece sem uma resolução à vista, alimentando o temor de uma escalada que possa afetar o mercado de petróleo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a estratégia de “aniquilar o Irã” contribuiu para estabelecer uma “paz no mundo” e reiterou a possibilidade de destruição da República Islâmica caso não seja possível chegar a um acordo diplomático. Essas declarações contribuíram para a alta nos preços do petróleo, com o Brent fechando novamente acima de US$ 100 por barril, refletindo a preocupação global com o abastecimento de energia.

Os contratos futuros de petróleo também mostraram elevação significativa. O Brent, referência internacional, voltou a ser negociado a US$ 100 o barril, enquanto o WTI, para entrega em novembro, fechou com alta de 2,71%, cotado a US$ 92,87 por barril. Esses movimentos no mercado de petróleo ajudam a sustentar o desempenho positivo do Ibovespa, que encerrou a sessão com alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos. Durante o dia, o índice oscilou entre uma máxima de 187.436,73 pontos e uma mínima de 184.767,78 pontos.

O mercado de ações brasileiro também foi impulsionado pelo bom humor nas bolsas de Nova York, especialmente pelas ações da Petrobras, que tiveram desempenho positivo. Além disso, o dólar comercial teve uma valorização de quase 1%, fechando acima de R$ 5,22, refletindo a percepção de maior risco e a busca por proteção por parte dos investidores diante do cenário de incerteza.

O índice de volatilidade da bolsa brasileira, conhecido como VIX, é calculado a partir das opções de compra e venda do Ibovespa e serve como uma medida da expectativa de oscilações para os próximos 30 dias. Popularmente chamado de “índice do medo”, esse indicador é um termômetro do risco percebido pelos investidores e gestores de carteiras, especialmente em momentos de maior instabilidade. Sua escalada nesta semana reforça o clima de apreensão no mercado financeiro brasileiro, influenciado tanto por fatores internos quanto por tensões internacionais que afetam o cenário global.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade